Sábado, 11 de Setembro de 2004

Efeméride

Sento-me calmamente, respiro fundo, e escrevo: 11 de Setembro. Na minha cabeça ecoa essa frase, letra a letra, lentamente: onze de setembro. Uma data a não esquecer. Uma data que ninguém vai esquecer. Basta pronunciá-la, quer tenha ou não a ver com o que aconteceu em 2001, e toda a gente associa de imediato a data: 9/11, como codificaram os americanos. 911, o número de emergência nos Estados Unidos.
11.9.01: o século XXI atinge-nos em cheio na cara. De súbito, percebemos que estamos no dealbar de um novo século, em que preto e branco se transformam numa miríade de tons de cinzento, em que o conceito de "guerra" deixa de ser aplicável, em que o "inimigo" deixa de poder ser apontado a dedo, deixa de ser uma nação que podemos culpar. Reflexo da era da informação electrónica, temos agora um meta-terrorismo, um inimigo tentacular, sem um verdadeiro cérebro, sem um verdadeiro rosto, uma nova Hidra de Lerna: não basta cortar uma cabeça, porque ela volta a crescer.
Onze de Setembro de dois mil e um, escrevo-o assim, por extenso, e cada letra me causa arrepios. O dia em que acordei, liguei a televisão e me sentei no sofá, estarrecido. Um dia de que me lembro ainda como se tivesse sido ontem. Um dia que os acontecimentos de todos os dias (Iraque, Tchetchénia, Afeganistão...) nos recordam violentamente de que o século XXI será o século "meta-": meta-terrorismo, meta-guerra... O século sem rosto.
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Abraracourcix o chefe falou sobre: ,
um discurso de Abraracourcix às 13:38
link do discurso | comentar - que alegre boa ideia!
1 comentário:
De anónimo - galo-romano a 12 de Agosto de 2006 às 21:51
Este foi um dos dias que marcou a minha vida. É daqueles momentos que não esquecemos. São aquelas imagens que não nos saem da cabeça. São aquelas palavras e aqueles sons que ecoam intemporalmente. Esta é uma daquelas histórias que não quero contar aos meus filhos. Não se trata de uma história - é História, é um facto e o mundo, como eu, teve de aprender a lidar com isso... Se é que tal é possível para algum de nós... Catarina

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