Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

A lição de democracia da França

"Em Portugal cerca de metade dos eleitores não se dá ao trabalho votar para eleger o seu presidente da República. Nas eleições de ontem, em França, participaram 87 por cento dos eleitores. Nos EUA, mesmo em eleições controversas e muito disputadas, a situação é idêntica à portuguesa e à de muitos países industrializados: um em cada dois eleitores não vota. Em França é apenas um em cada sete que não o faz.
Suspeito que pouca gente, em Portugal ou no resto do mundo, dê relevância a este facto. E não se trata de um acaso: já quando foi o referendo sobre a Constituição Europeia, ninguém reparou que uma quantidade apreciável dos franceses não só votara como principalmente tinha lido o maçudo tratado de 300 páginas que era submetido à sua apreciação.
No entanto, quem ler tudo o que se escreve sobre a França - e no nosso país é muito - diria que é a democracia francesa que está em crise, ao passo que no resto do mundo vai de vento em popa. A França de hoje não tem amigos e tornou-se num saco de pancada fácil, previsível, dos comentadores mais preguiçosos. A França deixou de ser uma realidade a conhecer ou a investigar; tornou-se apenas num acumulado de lugares-comuns. Para quem conheça bem a França, - não a de há vinte ou trinta anos mas a actual -, a maioria do que se escreve não passa de lixo impresso. (...)"
(Rui Tavares, no Público de segunda-feira)
:
Abraracourcix o chefe falou sobre: , ,
um discurso de Abraracourcix às 19:56
link do discurso | comentar - que alegre boa ideia!
4 comentários:
De Pedro Fontela a 25 de Abril de 2007 às 22:26
Não vou lendo a maior parte do que se escreve por aí mas a ideia com que fico aqui bem perto dos acontecimentos é que os franceses já perceberam há muito tempo que estão numa situação complicada a muitos níveis (integração europeia, globalização, extremismo locais, etc) e também perceberam que a solução tem que passar pela participação popular, ou seja, pela escolha dos seus representantes. Mas estou longe de acreditar que qualquer dos dois candidatos que passaram à segunda fase tenha respostas para todos os problemas que assolam a França moderna. A questão da manutenção da alta participação popular vai passar por dois factores: 1) a questão do centralismo francês que torna tudo indirecto e 2) O que o novo presidente decidir em termos de caminho político para os próximos 5 anos – se continuam a batalhar apenas em termos retóricos e/ou ideológicos a coisa vai acabar numa grande desilusão...
De Abraracourcix a 26 de Abril de 2007 às 12:52
Não posso senão concordar contigo, mesmo observando de mais longe. É essa convicção de que a solução tem de passar pela participaç.ão popular que é, para mim, uma lição de democracia. Sobretudo para um país cujo sistema político tem os níveis de abstenção e de descrédito que Portugal tem...
Mas também penso que, para já, ambos os candidatos (e mesmo Bayrou foi só isso que fez) pouco apresentaram para além de retórica. Daqui a 5 anos, seja quem for o vencedor, será ainda mais importante que hoje analisarmos o que acontecer...
De Portugueses Irritantes a 26 de Abril de 2007 às 09:53
Vejam:

http://portugueses-irritantes.blogspot.com

e ajudem a escolher aquele que será considerado o mais irritante de todos os portugueses para os seus próprios compatriotas.

PARTICIPA!
De Abraracourcix a 26 de Abril de 2007 às 12:49
Fica aqui o link para esta iniciativa! Da minha parte, só acho pena a votação se limitar a figuras contemporâneas - também houve muitos portugueses bem irritantes ao longo da nossa História!

comentar - começar zaragata



Neste blog é permitido fumar





Be an Ocean Defender

Os melhores javalis


O chefe viu:
   "Nightwatchers", Peter Greenaway

  

 

   "The Happening", M. Night Shyamalan

  

 

   "Blade Runner" (final cut), Ridley Scott

  


O chefe está a ler:
   "Entre os Dois Palácios", Naguib Mahfouz

O chefe tem ouvido:
   Clap Your Hands Say Yeah, Some Loud Thunder

   Radiohead, In Rainbows
 

por toutatis! que o céu não nos caia em cima da cabeça...

As odisseias de Abraracourcix



create your own visited countries map

Abraracourcix o chefe falou sobre

11 de setembro(18)

aborto(28)

admirável mundo novo(5)

aeroporto(3)

afeganistão(1)

alemanha(1)

altermundo(9)

ambiente(14)

amnistia(1)

austrália(1)

birmânia(1)

brasil(1)

camarate(1)

cambodja(1)

cartoons(31)

chile(4)

china(4)

cinema(15)

coreia do norte(4)

cuba(1)

cultura(29)

dakar(1)

democracia(10)

desporto(29)

economia(13)

educação(2)

egipto(1)

espanha(3)

frança(8)

futebol(4)

gaulesa aldeia(20)

h2homo(7)

holanda(4)

hungria(1)

igreja(6)

imigração(3)

incêndios(2)

índia(1)

indonésia(1)

internacional(151)

irão(7)

iraque(18)

irredutíveis gauleses(16)

japão(1)

kosovo(1)

laos(1)

líbano(16)

lisboa(1)

literatura(3)

madeira(2)

mauritânia(1)

media(8)

méxico(1)

música(7)

nacional(102)

nuclear(7)

odisseias(4)

palestina(4)

paquistão(1)

peru(3)

política(13)

polónia(2)

porto(1)

prémios(13)

reino unido(1)

religião(7)

rússia(6)

saúde(13)

síria(1)

sociedade(37)

sócrates(4)

somália(5)

srebrenica(5)

sudão(1)

tailândia(2)

tchetchénia(2)

tibete(5)

timor(2)

todas as estrelas do céu(26)

turquemenistão(1)

turquia(4)

ue(10)

uk(6)

ulster(2)

usa(21)

videos(6)

vietname(1)

zimbabwe(2)

todas as tags

procurar nos discursos

 

discursos recentes

Abraracourcix e a sua ald...

O fim do petróleo - cenár...

Não às detenções secretas

Razões antropológicas par...

Altermundo reaberto

Vive la France

Bem vindos ao Turquemenis...

Break my arms...

Editors

O PCP e o Tibete: a minha...

O PCP e o Tibete: respost...

Mais um pouco de luz para...

Luz ao fundo do túnel par...

Mail por mim enviado ao P...

Eleitoralismo precoce

discursos antigos

Julho 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Janeiro 2005

Outubro 2004

Setembro 2004

habitantes: