Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008

Começou a grande corrida presidencial americana

Não sei se repararam que, para além das sondagens para que escolham as Personalidades do Ano de 2007, coloquei também um divertido exercício de "democracia directa blogosférica" à moda gaulesa, para que votem nos vosso candidatos preferidos às presidenciais americanas. Votem portanto! Estou curioso de ver os resultados...
No campo da realidade, soube-se há pouco o resultado dos caucus (esse arcaico resquício de "democracia directa" que permanece desde o tempo dos colonos) das primárias no Iowa. Do lado democrata, sem grandes surpresas dado as últimas previsões, Obama foi o vencedor. Ainda bem, comento eu que não tenho grande simpatia pela excessivamente calculista e fria Hillary Clinton, terceira apenas nestas primeiras primárias. Em segundo lugar ficou John Edwards, com quem simpatizei muito nas campanhas anteriores (candidatou-se em 2000 e em 2004, quando acabou por ser escolhido para candidato a vice-presidente com John Kerry) mas que agora está a apostar no discurso mais populista de todos os candidatos (eu sei que é só estratégia eleitoral, mas mesmo assim não gosto de ouvir).
Do lado republicano, ganhou Mike Huckabee, o cristão ultra-conservador que acredita na verdade literal da Bíblia - e se não fossem os Estados Unidos não se acreditaria que alguém assim conseguisse ter algum tipo de sucesso...  Ganhou por uma unha negra a Mitt Romney, o mórmon que tem umas posições interessantes em assuntos sociais - é contra a influência da religião na política, é a favor do aborto e do casamento entre homossexuais, o que é uma enormidade para um candidato republicano - mas que provavelmente para esconder essas mesmas opiniões de um eleitorado que lhes é hostil tem um discurso que os americanos caracterizam como flip-flopper (algo como "troca-tintas"). Sobram ainda como candidatos com possibilidades de nomeação Rudolph Giuliani, mayor de New York em Setembro de 2001 e cuja mensagem de campanha é: 1. eu era mayor de New York no 11 de Setembro; 2. eu era mayor de New York no 11 de Setembro; 3. eu era mayor de New York no 11 de Setembro..., e por fim John McCain, conservador de linha dura mas muito crítico da estratégia (?) de Bush no Iraque e que tem a grande virtude de ter posições claras, com as quais se pode ou não concordar mas são de respeitar - em suma, no panorama geral republicano, o único candidato "sério".
Não está portanto fácil a corrida a nenhum destes candidatos... Dentro de poucos dias realizam-se as segundas primárias, no New Hampshire e por votação "tradicional". A praxis política americana dita que, se Obama ganhar aí, terá dado um grande passo para vencer a corrida. Do lado oposto o mesmo pode ser dito, e se nenhum dos dois vencer será um "baralhar e voltar a dar", até à "super-terça-feira", 5 de Fevereiro, em que se realizam a maior parte das eleições primárias (incluindo os estados mais populosos e que por isso mais pesam nas contas finais) e que quase de certeza decidiram os candidatos - embora não seja de excluir que num processo tão competitivo como o deste ano as decisões só fiquem claras mesmo no fim...
Como devem ter adivinhado, as minhas preferências pessoais vão para o democrata Obama, pela frescura de ideias e por tudo o que representa, e para o republicano McCain, o único candidato "sério", como escrevi - claro que se eu votasse mesmo NUNCA votaria republicano... Afinal, o único republicano bom é o republicano morto - ou, pelo menos, o que não vote.
:
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um discurso de Abraracourcix às 13:58
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