Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Co-incineração na Arrábida

É uma das minhas obsessões, reconheço, e mesmo agora que se tornou inevitável co-incinerar na cimenteira da Secil no Outão, em pleno Parque Natural da Arrábida, não significa que sinta menos a gravidade do que se passa ali.
Helena Matos no Público de hoje:

"Preservar a Arrábida não é, para o ministro, procurar, dentro da legalidade, pôr fim à actividade da cimenteira SECIL, naquele parque. Nada disso. Defender a Arrábida foi, sim, como se decidiu recentemente, não só prolongar o contrato da SECIL como também escolher precisamente as instalações desta cimenteira naquele parque natural para incinerar lixos, tudo isto devidamente dispensado de estudo de avaliação de impacte ambiental."

Até que enfim alguém concorda comigo!
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

O trágico destino do Mar de Aral

Nos últimos 40 anos, o Mar de Aral, antes o quarto maior lago do mundo - a este do Mar Cáspio, ali como quem vai para o Cazaquistão ou o Uzbequistão - reduziu-se de forma drástica. As imagens disponíveis são chocantes:



O Mar de Aral costumava ser irrigado por dois rios, o maior dos quais foi canalizado na sua quase totalidade para os projectos soviéticos de aumento da produção de algodão nas repúblicas da URSS daquela região. Sem o fluxo de água daí proveniente, o equilíbrio entre a entrada de água no lago e as perdas por evaporação - enormes numa região árida - rompeu-se, e as margens foram recuando, recuando... até o desastre ecológico se tornar irreversível - redução para um terço da biodiversidade, aumento da mortalidade infantil nas antigas margens do Aral para 100 em 1000, ambos causados pela intensa salinidade dos solos e poeiras transportadas pelo ar, que impede o desenvolvimento da vida animal e vegetal e causa sérios problemas de saúde, para dar os exemplos mais flagrantes.
Irreversível, dizia, ou quase: uma barragem de 13 km, terminada recentemente, pretende estancar a água que flui da "lagoa" Norte do Aral - a zona que ainda tem alguma hipótese de recuperação - para o Sul, dado como irrecuperável (a zona tornar-se-á, a que ainda não o é, num imenso deserto de sal). Já são visíveis, de resto, alguns sinais de recuperação neste Mar de Aral do Norte.
A tragédia que acabei resumidamente de contar fica, de resto, como um dos mais catastróficos efeitos da acção do Homem sobre o ambiente, e dos perigos decorrentes de essa acção ser levada a cabo contra o ambiente, e não tomando em conta os referidos efeitos. Nestes tempos de conturbadas alterações climáticas, serve de sinal de aviso.
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Sexta-feira, 30 de Março de 2007

A semana em cartoons: Europa quo vadis, paz à la Irlanda do Norte, arca de Noé do aquecimento global

Este é absolutamente certeiro em relação à crise de valores europeia:

Patrick Chappatte, Le Temps (Suiça)



E este em relação à paz desconfiada entre protestantes e católicos no Ulster:



Rainer Hachfeld, Neues Deutschland (Alemanha)



E mais este, um exercício de imaginação da nova arca de Noé, na era do aquecimento global:


Michael Kountouris (Grécia)
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Segunda-feira, 5 de Março de 2007

Uma verdade conveniente

A propósito do aquecimento global como divina e desresponsabilzadora providência para a erosão da costa portuguesa, retirado do artigo de Helena Matos na última página do Público de hoje:

"É certamente tentador acreditar, tal como se ouviu este Inverno em Portugal, que "os gelos derretem naqueles sítios e fazem o mar subir" na Costa da Caparica. Porém é mais útil descer do domínio do pecado para o da responsabilidade.
Na costa portuguesa construiu-se e constrói-se nas falésias e dunas. Fizeram-se barragens e extraíram-se areias como se tal actividade não tivesse qualquer impacto nos rios e na costa. A isto junta-se uma enlouquecida máquina administrativa que, apenas para o litoral, como o Expresso recordou este fim-de-semana, conta com 105 entidades. Logo 105 presidentes para dar autorizar, fiscalizar, multar... 105 entidades responsáveis não por uma catástrofe que pode ou não vir a acontecer mas por um desastre que já aconteceu, está a acontecer e vai continuar a acontecer. Não por castigo de Deus ou da Terra. Mas sim por parvoíce nossa."
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um discurso de Abraracourcix às 09:53
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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

Captura de golfinhos no Japão: golfinho também é peixe?

Recebi hoje no meu e-mail este video - sigam o link e depois voltem para ler o resto do post... Advirto previamente as mentes mais impressionáveis de que contém imagens potencialmente chocantes.
O meu objectivo, ao divulgá-lo aqui, não é simplesmente o "choque fácil", como provavelmente era a ideia de quem me enviou o video, mas antes, e despertado por uma resposta que me enviaram em reacção ao video, suscitar alguma reflexão sobre os limites, e os critérios, que nós enquanto seres humanos colocamos na defesa dos animais (aqueles que o fazem...)
Como me disseram então, apesar de muito mais inteligente que os demais, golfinho também é peixe... (sim, eu sei que é um mamífero, mas acho que deu para perceber o que quis dizer) O que acharão os indianos de nós, bárbaros comedores de vacas? O homem é um animal de uma brutalidade tão extrema quanto a sua sensibilidade e consciência, é pena é que estes estejam mal distribuídos.
Há vezes em que me pergunto se não será hipócrita termos mais pena do massacre de animais esteticiazados (fofinhos/belos) como as focas, os golfinhos, as baleias, os ursos polares, as raposas, as martas e os coelhos. Já viram vídeos da matança do porco? E de vitelos e coelhos a serem mortos? Qual é a diferença? Porque nos causam essas imagens menos repulsa? Por que motivo nos indignamos menos, ou nada, com elas?
Esta foi a resposta que recebi. Quanto a mim, sim, já pensei na subjectividade e aleatoriedade da nossa indignação: os golfinhos, as focas, são tão fofinhos coitadinhos, mas o tamboril, o bacalhau (sim, o nosso "fiel amigo"...), o atum, estão em extinção - o atum daqui a um ano ou dois (sim, leram bem) pode já ter desaparecido...
E tantos outros animais, bonitos ou feios, alguns engraçados, outros asquerosos que também vão desaparecendo, mortos voluntária ou involuntariamente... e nós não nos preocupamos... É engraçada a mente humana, não é? Talvez ela seja apenas hipócrita... mas ao mesmo tempo dou comigo a pensar que mais vale lutar para salvar alguns do que nenhuns, e que talvez seja tão aleatório escolher os que são fofinhos do que outro critério qualquer.
Também me choca a matança indiscriminada de bacalhaus, por exemplo, ou de sardinhas (já é proibido pescar sardinhas que não sejam adultas, de tão mal que está o "stock" desta espécie) por exemplo...  e já agora que dizer dos estúpidos insectos, dos milhares e milhares de espécies destes bichos pestilentos que se extinguem mesmo antes de as conhecermos?
Quanto à matança do porco, para dar o exemplo "doméstico": é bárbaro, claro, mas considero que o porco ao menos foi criado de propósito para ser comido. Se não fosse isso, o porco como espécie nem sequer existia (nem a vaca, a ovelha, a galinha...).
Concluindo então, toda a pesca e caça em grande quantidade, toda a matança de animais para consumo humano, devem ser entendidas como 'massacres'? Depende do animal ou do ponto de vista? Pensem nisto...

PS - a propósito, foi iniciada recentemente uma campanha para salvar os 10 animais mais estranhos do planeta (no sentido em que são mais diferentes de todos os outros, logo representam mais bio-diversidade; eis um bom critério), com o objectivo de chegar ao "top 100"; é o projecto Edge (sigla de "Evolutionary, Distinct and Globally Endangered"), que aproveito para divulgar
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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Imagem verde do Governo!? Qual imagem?

Destaque do Público de hoje:

"Excepções ambientais mancham imagem "verde" do Governo"

"Em matéria de ambiente, o Governo de José Sócrates começou com mão firme. Duas semanas depois da posse, em Março de 2005, os ministros do Ambiente, da Agricultura e da Economia revogaram um despacho do Executivo anterior, que reconhecia a imprescindível utilidade pública do empreendimento turístico Portucale, em Benavente, que precisava daquela declaração para derrubar sobreiros.
Um ano depois, o Executivo estava a fazer praticamente o mesmo que o anterior: a publicar declarações de interesse público de projectos turísticos privados, de modo a remover obstáculos legais de ordem ambiental."

Imagem verde!? Mas qual imagem??
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um discurso de Abraracourcix às 14:10
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Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006

Para quê falar na co-incineração?...

Da fonte habitual, o Público pois claro:

"Tribunal de Almada dá luz verde aos testes de co-incineração no Outão

"O Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada decidiu, ontem, levantar o decretamento provisório das providências cautelares contra a co-incineração interpostas pelas câmaras municipais de Setúbal, Palmela e Sesimbra.
A decisão, que contraria a decisão proferida, provisoriamente, no dia da entrega das acções judiciais - 3 de Novembro - abre caminho à realização dos testes de co-incineração na Secil.
(...) Na sentença, o juiz alega que "não existem indícios de que o processo de co-incineração venha a ser efectuado com inobservância das regras técnicas e dos limites impostos ao exercício dessa actividade".
Ao contrário do que sustentou a decisão provisória, o tribunal considera agora que "não existe uma situação de especial urgência" para manter o decretamento, em nome da salvaguarda dos valores da saúde pública ou do ambiente."

Um dia depois de me ter congratulado - ainda que com reservas - pelas decisões judiciais de suspender os processos de co-incineração na Arrábida e em Souselas, penso como fui ingénuo por acreditar que havia pelo menos uma hipótese de o processo ser travado...
Sócrates quer, pode e manda neste país, é ponto assente, e até os tribunais lhe querem fazer a vontade, tremendo de medo perante a potestade...
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um discurso de Abraracourcix às 09:43
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Terça-feira, 28 de Novembro de 2006

Vitória de Pirro para o ambiente na co-incineração

"O Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra (TAFC) deu razão à Câmara de Coimbra, ao suspender a eficácia do despacho do ministro do Ambiente, que permitia à cimenteira de Souselas avançar com a co-incineração de resíduos industriais perigosos, sem realizar um segundo estudo de impacto ambiental. (...) No princípio de Novembro, uma decisão judicial semelhante inviabilizou a realização de testes de queima de resíduos perigosos na cimenteira da Secil, no Outão - dentro do Parque Natural da Arrábida. A acção foi intentada pelas câmaras de Setúbal, Palmela e Sesimbra, que também pediam, através de uma providência cautelar, a suspensão do despacho que isentou a co-incineração do processo de avaliação de impacto ambiental."

Rejubilo, ainda que provisoriamente, com esta notícia que retirei do Público de hoje, sobretudo com a decisão relativa à cimenteira do Outão (não estava no país no princípio de Novembro e só agora soube dessa decisão!), onde considero absolutamente criminoso - em plena área protegida da Arrábida, que tem fauna e flora únicas - levar-se a cabo este processo.
Se já não me oponho, em princípio, à co-incineração em Souselas, considero que o avanço deste processo não pode nunca ser feito atropelando os mais básicos princípios de protecção do Ambiente, como é o caso de um simples estudo de impacto ambiental - e até é sabido como as conclusões destes estudos costumam, como que por coincidência, ir de encontro às pretensões de quem manda...
É também curioso ver como alguém que já foi ministro do Ambiente faz gala de desrespeitar os princípios que um dia foi encarregue de defender (mas que já na altura, acrescento, só defendia quando lhe dava jeito)...
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um discurso de Abraracourcix às 10:45
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2006

Uma verdade inconveniente

Uma notícia a que os media portugueses dão hoje destaque parece vir de propósito para confirmar a premência da mensagem transmitida pelo documentário de Al Gore em exibição nos cinemas portugueses.
A imagem abaixo é da European Space Agency (ESA), e mostra enormes fracturas no gelo perene árctico (aquele que permanece sólido durante todo o ano).



"Arctic summer ice anomaly shocks scientists

"Satellite images acquired from 23 to 25 August 2006 have shown for the first time dramatic openings – over a geographic extent larger than the size of the British Isles – in the Arctic’s perennial sea ice pack north of Svalbard, and extending into the Russian Arctic all the way to the North Pole."
(notícia completa da ESA aqui).

É de facto chocante, e apesar de previsíveis não podemos deixar de nos surpreender sempre que, regularmente, aparecem notícias destas que invariavelmente demonstram que o aquecimento global está mais avançado do que supúnhamos.
É de facto uma verdade inconveniente esta, em que apetece não pensar, mas a que é preciso dar toda a importância. O aquecimento global não é um sombrio cenário futuro. O aquecimento global, e todas as suas anomalias e perigosas alterações que trarão à nossa forma de vida, já chegou.
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um discurso de Abraracourcix às 10:35
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Quarta-feira, 13 de Setembro de 2006

O PNAC a sonhar demasiado alto

Segundo notícia do Público de ontem, o Programa Nacional para as Alterações Climáticas PNAC ) vaticina, como forma de Portugal cumprir as metas do protocolo de Kyoto , uma redução de 15% nos utilizadores de transporte individual , a favor dos transportes públicos:

"A transferência de cinco por cento dos utilizadores do transporte individual para o transporte colectivo, nas áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa, é uma das principais medidas adicionais apresentadas na nova versão do Programa Nacional para as Alterações Climáticas PNAC ). Com mais gente a andar de transportes públicos, conta-se com a redução de 246 mil toneladas de dióxido de carbono lançado pelos escapes dos automóveis.
Nominalmente, cinco por cento é uma cifra pequena. Mas na prática é um valor astronómico. Pelos números do próprio PNAC , o número de passageiros e viagens que aquela transferência envolverá em Lisboa corresponde a 15 vezes o que será conseguido com a expansão das linhas de metropolitano até 2010. Como isto será conseguido, é algo que não é explicado no novo PNAC , publicado dia 23 de Agosto no Diário da República. O programa diz apenas que o será através da colocação em prática das autoridades metropolitanas de transportes. Nem a secretária de Estados dos Transportes, Ana Paula Vitorino, consegue especificar, em detalhe, o que está previsto. Ana Vitorino fala de uma combinação de medidas, como a expansão dos metropolitanos, melhor oferta de autocarros, mais corredores bus. Mas isto tudo já estava previsto antes.
A promessa nova agora é, concretamente, a expectativa de converter mais cinco por cento dos percursos de carros particulares em viagens de metro, autocarros, comboios e barcos. Para convencer os cidadãos, o Governo está a preparar uma campanha para promover a utilização dos transportes públicos, que começará a ser veiculada no próximo ano."

O Governo só pode estar a delirar, se pensa que é assim que cumpriremos Kyoto ... Não será com vagas intenções, das quais o Inferno, a existir, está cheio, nem com custosas campanhas publicitárias (que apenas servirão para gastar algum do "nosso" dinheiro), muito menos com a introdução de autoridades metropolitanas das quais só o nome é conhecido (competências? financiamento? articulação com autarquias? esfera concreta de actuação?, tudo interrogações sem resposta), não será com nada disto que se inverterá uma política sistemática "do betão", de incentivo aos transportes individuais e sacrifício dos colectivos.
Foram pelo menos 20 anos de construção desenfreada de auto-estradas (devemos ser o país com mais quilómetros de auto-estrada em relação à dimensão - concedo que muitas delas são importantes  outras são meras duplicações de outras já existentes) e puro  desinteresse nos transportes públicos. Será preciso muito mais do que o vago formulado no pomposo PNAC para corrigir isto, a começar pela reforma das mentalidades dos portugueses cada vez mais renitentes a deixar "o seu carrinho" em casa, independentemente do espectro de bichas gigantescas nos IC19 , A5 , VCI e IC24 deste país...
Tal como foram necessários 20 anos para chegar a este ponto, serão necessários no mínimo outros tantos de políticas sistemáticas de incentivo aos transportes públicos e penalização do uso do automóvel para o inverter... isto se não tivermos já, como receio, ultrapassado o ponto de não-retorno ...
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um discurso de Abraracourcix às 11:16
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Quarta-feira, 23 de Agosto de 2006

Contra a co-incineração na Arrábida, desobediência civil, já!!

Também o Pópulo se insurge contra a co-incineração na Serra da Arrábida. Deixo o link para uma foto da área que o populo lá colocou, para que saibam o que está em casa.
Entretanto, eivado pelos ventos de contestação que sopram dos lados de Coimbra, lanço desde já a campanha:
Contra a co-incineração na Arrábida, desobediência civil, já!!
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um discurso de Abraracourcix às 10:45
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Terça-feira, 22 de Agosto de 2006

Co-incineração, aqui não...

Já que estou numa onda ambiental/setubalense, aqui vai mais uma, também da SIC Notícias: sendo favorável em geral à co-incineração, oponho-me veementemente a que se realize na cimenteira do Outão, em pleno Parque Natural da Arrábida - quem é daquela região sabe o autêntico crime que a pedreira da cimenteira fez à Serra da Arrábida, para agora em lugar de se retirar a cimenteira (que nunca lá deveria ter estado) ainda se lhe adicionar competências.

A Câmara de Coimbra aprovou, ontem, uma postura municipal de trânsito para impedir o transporte de resíduos industriais perigosos (RIP) para co-incineração na cimenteira de Souselas. Foi a forma encontrada pela autarquia para dizer "não" à co-incineração. Entretanto, o Ministério do Ambiente fez saber que o interesse nacional se sobrepõe ao local.

Será que não se poderia fazer algo de parecido na Arrábida? Se souberem de alguma forma de contestação à co-incineração na Arrábida, informem-me por favor.
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um discurso de Abraracourcix às 15:03
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Novo golfinho no estuário do Sado.

Aqui está mais uma boa notícia (da SIC Notícias), esta reproduzida na íntegra! Para mim, que cresci em Setúbal e tenho boas recordações de infância das alturas em que ficávamos babados na praia, ou no ferry a caminho de Tróia, a ver os golfinhos fazer piruetas para nós, é uma notícia especialmente grata.

O estuário do Sado recebeu ontem o seu mais novo “residente”. O golfinho “Tongas” é o 24º membro da comunidade de golfinhos-roazes naquela zona. A notícia foi revelada pelos responsáveis da empresa de observação desta espécie, "Vertigem Azul".
O "Tongas" é a primeira cria a nascer este ano e que foi avistada cerca das 11h30 de ontem, durante um passeio de observação de golfinhos.
A cria vai ter a companhia de outros dois dos três "jovens" que nasceram no ano passado - o Bisnau e o Bocage. A terceira cria que nasceu em 2005 terá morrido nos primeiros meses deste ano, altura em que deixou de ser vista nas águas do rio Sado.
Apesar das crias que nasceram nos últimos doze meses, a comunidade residente de golfinhos-roazes do estuário do Sado tem vindo a diminuir progressivamente, passando de 28 membros no ano passado para apenas 24 em 2006.
Os responsáveis da empresa “Vertigem Azul” apelam aos proprietários de embarcações de recreio para que não se aproximem dos golfinhos de forma a não perturbarem a comunidade no seu "habitat".
Por outro lado, consideram que é necessário um "regulamento específico" para observação da população de golfinhos, de forma a inverter a tendência para uma diminuição progressiva desta comunidade.
Apesar de se tratar de uma espécie protegida por convenções internacionais, os golfinhos são muitas vezes perseguidos de perto e rodeados por várias embarcações de recreio que frequentam as águas do estuário do Sado.
Mais escuros e de maior porte que os golfinhos oceânicos, os roazes têm entre três a quatro metros de comprimento e alimentam-se habitualmente de polvo, choco, linguado, tainha, camarão e lagosta.
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Quinta-feira, 10 de Agosto de 2006

Desastre humanitário no Líbano... e também ecológico



Esta imagem já tem um par de semanas, mas só agora soube as suas reais implicações. Trata-se de uma central eléctrica algures no Líbano, cujo depósito de combustível foi bombardeado pela aviação israelita. O resultado, segundo notícia do Público de ontem, foi o derrame de 10 mil toneladas de crude no Mediterrâneo, com as consequências a nível da ecologia que todos já conhecemos deste tipo de acidente - correcção, neste caso não foi sequer um acidente... antes mais um "dano colateral"...
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O chefe viu:
   "Nightwatchers", Peter Greenaway

  

 

   "The Happening", M. Night Shyamalan

  

 

   "Blade Runner" (final cut), Ridley Scott

  


O chefe está a ler:
   "Entre os Dois Palácios", Naguib Mahfouz

O chefe tem ouvido:
   Clap Your Hands Say Yeah, Some Loud Thunder

   Radiohead, In Rainbows
 

por toutatis! que o céu não nos caia em cima da cabeça...

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