Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006

Memórias de Pinochet

Despertada a minha curiosidade por uma crónica do Público de ontem, fui ao You Tube à procura deste video, para o colocar no Altermundo, como testemunho - apenas um pequeno testemunho - do absurdo da ditadura de Pinochet.
O video foi retirado de um documentário sobre a ditadura chilena, e neste excerto se fala de um jogo de futebol em 1973 entre o Chile e a União Soviética que ia decidir qual das duas iria ao Mundial do ano seguinte.
O jogo estava marcado para Outubro de 1973, um mês e meio apenas após o golpe de Estado que colocou Pinochet no poder, e numa altura em que o Estádio Nacional, onde o jogo se ia desenrolar, estava já pejado de presos políticos e vítimas do regime torcionário chileno.
A União Soviética, em gesto de protesto, recusou-se a deslocar-se ao Chile para o o jogo, o que levou oficiais da FIFA a irem propositadamente ao Estádio Nacional, miraculosamente "esvaziado", atestar se havia condições para o jogo se realizar - e declararem, no fim, que "no Chile vive-se um ambiente normal".
O jogo teve então lugar, sim, com gente nas bancadas a aplaudir fervorosamente a única equipa em campo, o Chile, pois a URSS acabou mesmo por não comparecer em protesto. E é então triste, e absurdo, ver como simbolicamente os jogadores do Chile foram trocando a bola em direcção da baliza adversária, e no fim marcar um golo que se queria simbólico - sob o olhar atento dos imperscrutáveis óculos escuros de Pinochet, que assistia na bancada...
Aqui fica então em memória desses tempos agora idos, mas que por vezes nos fazem estranhamente lembrar algo do tempo presente...


 

 

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Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006

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Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

Pinochet morreu: NRIP

(que Não descanse em paz)

Como já escrevi anteriormente, quando da sua já então anunciada morte, preferia que a "justiça da natureza" não tivesse reclamado a sua pena antes da "justiça dos homens"...
É então com o mesmo sorriso amargo que assisto aos ambivalentes sentimentos dos chilenos, risos e choros (não consigo perceber como alguém pode chorar semelhante tirano... a não ser os que foram por ele beneficiados, os "novos ricos" dessa era, sem dúvida).
Alegria e tristeza misturadas, a provar quão contraditória é a memória colectiva dos anos Pinochet. Se algo de bom há na sua morte, mesmo antes de qualquer terreno julgamento ter tido tempo de se produzir, esse algo é o facto de permitir, finalmente, enterrar os fantasmas dos "anos de chumbo" chilenos e, enfim, olhar apenas para o futuro, que não tem porque não ser apenas melhor que o passado.
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Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006

A merecida agonia de Pinochet

Regresso de um fim-de-semana prolongado muito proveitoso em termos de descanso, e por isso algo alheado das notícias... Regresso no entanto a tempo de assistir à agonia final de Pinochet, com um sorriso amargo nos lábios. Preferia que ele sobrevivesse para sentir na pele a "justiça dos homens", mas não posso deixar de me sentir interiormente reconfortado com esta sempre inexorável espécie de "justiça da natureza".
Que não descanse em paz.
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um discurso de Abraracourcix às 10:34
link do discurso | comentar - que alegre boa ideia!


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O chefe viu:
   "Nightwatchers", Peter Greenaway

  

 

   "The Happening", M. Night Shyamalan

  

 

   "Blade Runner" (final cut), Ridley Scott

  


O chefe está a ler:
   "Entre os Dois Palácios", Naguib Mahfouz

O chefe tem ouvido:
   Clap Your Hands Say Yeah, Some Loud Thunder

   Radiohead, In Rainbows
 

por toutatis! que o céu não nos caia em cima da cabeça...

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