Terça-feira, 25 de Março de 2008

O fiasco dos Javalis de Ouro 2007

Gaulesas e gauleses, estou triste com vocês. Extremamente desiludido. A vossa participação na designação dos vencedores dos Javalis de Ouro 2007 foi um rotundo zero. Nem um voto...  Digam-me por favor: o que fiz mal? Foi o timing? O site das sondagens não funcionou? Gostaria de saber, para melhorar possíveis erros para a próxima edição...

Bom, já que ninguém votou, cabe-me a mim a democrática decisão (afinal, fui o único que votei) de designar os vencedores dos fabulosos, estelares, Javalis de Ouro. Sendo assim, os vencedores são:

Melhor filme:
In the Valley of Elah


Melhor realizador:
Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud, Persepolis


Melhor argumento:
In the Valley of Elah


Melhor actor:
Daniel Day Lewis, There Will Be Blood


Melhor actriz:
Ellen Page, Juno
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Apelo à participação democrática

Já há quase uma semana que está disponível a votação para os Javalis de Ouro - melhores filmes de 2007 aqui no Altermundo, e constato para minha grande tristeza que ainda ninguém votou - zero votantes.
Eu bem sei que este ano falhei redondamente o melhor timing para esta iniciativa, que é por altura dos Oscares, mas mesmo assim estão-me a desiludir, caros gauleses! Nem um de vocês se dignou votar?! Realmente, o nível de participação democrática parece espelhar o do país em que vivemos...
Vamos, votem!!
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um discurso de Abraracourcix às 09:57
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Sábado, 15 de Março de 2008

Está aberta a caça aos Javalis de Ouro!

Com muito atraso, da minha inteira responsabilidade e preguiça (só agora terminei de ver, com "There Will Be Blood" - recomendo unicamente pela prestação de Daniel Day Lewis, de resto não é grande coisa - os filmes da "colheita" que vai a prémios), coloquei finalmente no Altermundo a votação para os Javalis de Ouro - melhores filmes de 2007/08.
Tal como no ano passado, há 5 categorias (filme, realizador, argumento, actor, actriz), e 5 nomeados em cada uma. Peço-vos que votem, e que sigam os links dos filmes caso não o tenham visto, para pelo menos saberem do que se trata.

Filmes nomeados para este ano pelo excelso chefe Abraracourcix:

4 nomeações:
In the Valley of Elah, filme, realizador (Paul Haggis), argumento, actor (Tommy Lee Jones)

3 nomeações:
Control, filme, realizador (Anton Corbijn), actor (Sam Riley)
Eastern Promises, filme, realizador (David Cronenberg), argumento
Persepolis, filme, realizador (Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud), argumento

2 nomeações:
Shortbus, argumento, actriz (Sook-Yin Lee)

1 nomeação:
Paradise Now, filme
Iklimler (Climas), realizador (Nuri Bilge Ceylan)
Atonement, argumento
The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, actor (Casey Affleck)
There Will  Be Blood, actor (Daniel Day Lewis)
No Country for Old Men, actor (Javier Bardem)
4 luni, 3 saptamâni si 2 zile (4 meses, 3 semanas e 2 dias), actriz (Anamaria Marinca)
Juno, actriz (Ellen Page)
Michael Clayton, actriz (Tilda Swinton)
Lust, Caution, actriz (Wei Tang)
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um discurso de Abraracourcix às 12:08
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Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

"Persepolis", mais um filme a não perder

Enquanto não chegam as nomeações para os Javalis de Ouro - este fim-de-semana já estarei em condições de tratar disso, em princípio - mais uma recomendação do chefe: "Persepolis"!
É um filme auto-biográfico de animação que retrata a infância e juventude de Marjane Satrapi, uma contestatária iraniana que acabou por fugir do país e que através da sua história pessoal retrata o Irão, desde pouco antes da queda do Xá até ao presente.
Para além de a animação ser artisticamente bela, o argumento está bem montado, as vozes bem adaptadas à história (Chiara Mastroianni - deliciosa a versão de "Eye of the Tiger" cantada pela própria em versão "canto muito mal porque estou a ouvir o walkman e não ouço a própria voz" - não cantámos já todos assim?), Catherine Deneuve...), o filme prende-nos à sua história pessoal e à do Irão, enternece-nos, revolta-nos, dá-nos vontade de a conhecer, de visitar o seu país... Não percam!
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um discurso de Abraracourcix às 11:33
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

A consagração dos irmãos Cohen

"No Country for Old Men", de Joel e Ethan Cohen, foi confirmado como melhor filme do ano, segundo a Academia americana. Serão talvez os últimos realizadores ditos "de prestígio" actuais que ainda não tinham uma estatueta careca em casa, e o facto de terem recebido, salvo erro, 4 Oscares vai ajudar a evitar lutas fraternais sobre a partilha das estatuetas. Não me posso pronunciar sobre a justeza ou não da atribuição, pois inexplicavelmente o filme ainda não estreou entre nós (também não tive tempo para ver o outro grande favorito, "There Will Be Blood", dada a estratégia de "estreias em pacote" que as distribuidoras seguem para verem os seus filmes nomeados estrearem o mais perto dos Oscares possível).
Quanto aos prémios de actuação, não houve nenhuma grande surpresa: Daniel Day Lewis confirmou o favoritismo e mitigou a desilusão por "There Will Be Blood" não ter ganho mais nenhum Oscar principal; Marion Cotillard foi aclamada pela sua Piaf; Javier Bardem e Tilda Swinton venceram os prémios para actor e actriz secundários. Quanto aos Oscares de argumento, foram para "Juno", o seu único, e para "No Country for Old Men" - 4 Oscares principais, não me lembro se mais algum técnico, fazem deste filme o grande vencedor da noite.
E agora vou-me, que deitar-me às 4h30 deixa marcas e preciso de um javali para acordar.
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um discurso de Abraracourcix às 12:09
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Os Oscares estão a chegar

Aqui no Altermundo, estou mesmo já em contagem decrescente para esse evento que anualmente acompanho. Tal como no ano passado, vou propor a vocês, caros gauleses que por esta aldeia vão deambulando, que façam as suas próprias escolhas. Pretendia fazê-lo antes dos Oscares, para que a atribuição dos excelsos Javalis de Ouro ofuscasse o brilho das excelsas estatuetas da Academia. Infelizmente, e devido às questionáveis estratégias comerciais das distribuidoras portuguesas, não só alguns dos principais filmes candidatos só estrearam esta semana, em catadupa, o que me levará algum tempo para que os possa ver a todos, como um dos mais fortes filmes a concurso, No Country for Old Men, dos irmão Cohen e que tenho muita curiosidade em ver, só estrerá incompreensivelmente após os Oscares!... Alguém percebe as distribuidoras portuguesas?....
Como eu só nomeio filmes que tenha visto e como para fazer uma escolha de nomeados justa terei de ter visto os filmes tidos como mais fortes, penso que só na próxima semana poderei aqui colocar as sondagens para que o gaulês público possa votar nos Javalis de Ouro. Até lá - conselho de chefe - vão aproveitando também para ver bons filmes: In the Valley of Elah é imperdível, Michael Clayton (mais uma ante-estreia a que o cortês pasquim do sr. Belmiro me levou) é muito bom e There Will Be Blood consta que tem uma actuação arrasadora de Daniel Day Lewis.
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

In the Valley of Elah: finalmente um grande filme sobre a guerra do Iraque

Tive o privilégio de assistir à ante-estreia de "In the Valley of Elah" (cortesia do pasquim do sr. Belmiro) e não posso deixar de deixar aqui uma vivíssima recomendação a todos os inúmeros dez leitores deste blog para que não percam este filme!
Como escrevi no título, finalmente foi feito um excelente filme sobre o Iraque - no caso, sobre a forma como a guerra se reflecte na sociedade americana, sobre os dilemas de quem é patriota, hasteia a bandeira americana como sinal de apoio às tropas, mas se questiona sobre a própria guerra, sobre se valem a pena os efeitos permanentes que deixa nos que de lá voltam.
O papel de Tommy Lee Jones é soberbo de contenção, pleno de um silêncio ensurdecedor, em que sem uma única palavra lemos nos seus olhos e no seu semblante cerrado a imensidão que lhe vai na alma, o seu terrível dilema, a queda no seu abismo moral. Não percam por favor.
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Segunda-feira, 19 de Março de 2007

E os Javalis de Ouro vão para...

É altura de anunciar os vencedores dos mui prestigiantes galardões do Altermundo. Devo frisar que decidi ser inteiramente democrático e nomear vencedores os mais votados na sondagem que vai estar até ao final do ddia disponível na barra direita. Para corrigir eventuais injustiças (na minha óptica), criei o Javardo de Prata, ou menção honrosa, premiando quem eu acho que deveria ganhar mas não conseguiu, por falta de votos ou por os votantes não terem visto os respectivos filmes.
Aqui ficam então os vencedores:

Melhor filme:
O Javali de Ouro vai para...
Babel

Melhor realizador:  
O Javali de Ouro vai para...
Martin Scorsese, The departed

Melhor actor:           
O Javali de Ouro vai para...
Leonardo diCaprio, The departed

Melhor actriz:           
O Javali de Ouro vai para...
Helen Mirren, The queen

e um javardo de prata para...
Judi Dench (Notes on a Scandal), por uma performance absolutamente brutal, monstruosa no bom sentido do termo

Melhor argumento:    
O Javali de Ouro vai para...
Perfume
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Sexta-feira, 16 de Março de 2007

Final da escolha para os Javalis de Ouro: ainda podem votar!

A votação para os Javalis de Ouro desta gaulesa aldeia está a correr a um ritmo razoável, mais ou menos como esperava. Assim, decidi anunciar os vencedores na segunda-feira, pelo que aqueles que passarem por aqui durante o fim-de-semana podem aproveitar para votar nos seus favoritos!
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Sexta-feira, 9 de Março de 2007

Prémios Javali de Ouro para os melhores filmes de 2006/07

Eis a concretização de uma ambição "carola" que tinha há algum tempo: a atribuição de prémios aos melhores filmes, na tradição dos Óscares. Claro que fazendo jus a esta gaulesa aldeia onde me situo, nenhum título poderia ser melhor - na linha dos mais reputados prémios cinéfilos europeus - que os Javalis de Ouro.
Assim sendo, está aberta a caça... perdão, a votação para que também vocês, caros leitores irredutíveis gauleses, possam ter uma palavra a dizer neste banquete... perdão, atribuição de prémios.
Existem cinco categorias (filme, realizador, actor, actriz - principais ou não, argumento - original ou adaptado, é indiferente), cada uma com cinco nomeados escolhidos por mim, apenas de entre os filmes que vi (não nomeei filmes que não vi, logicamente) entre Março de 2006 e o final de Fevereiro deste ano, ou seja, mais ou menos entre as duas últimas atribuições dos Óscares.
Quero frisar que terei a vossa votação em conta ao decidir os vencedores, dentro de uma semana ou duas (depende do ritmo da votação), mas apesar de gostar da democracia ela tem limites: afinal, sou eu o chefe desta aldeia blogosférica, como tal o vosso voto equivalerá a um referendo não vinculativo, pelo que retirarei as mesmas ilacções que o chefe da grande aldeia que é Portugal em relação ao referendo "real".

E agora, aos votos! Para vos ajudar, eis um resumo, com links, das nomeações que decidi:
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Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2007

Diamantes de sangue - o filme, a consciência da impotência e a amargura

Ontem fui ver o filme Diamantes de Sangue. Saí do filme não exactamente chocado - porque nada do que ali é descrito é novo para mim, porque em relação a esses assuntos já há muito passei a fase do choque e indignação - mas mais precisamente deprimido, com um enorme amargo dentro de mim. Nesse sentido o filme, e os assuntos que aborda - diamantes de sangue, mercenários, guerras civis movidas unicamente pela cupidez, crianças-soldado - são um violento murro no estômago, não como já disse pela revelação de algo novo, mas pela consciencialização de que somos completamente impotentes em tudo isto - como desabafa uma das personagens, uma repórter, a dado momento, ao reconhecer que todas as histórias que possa escrever acerca dos horrores da guerra, dos financiamentos da guerra, de nada servirão a não ser para fazer correr uma ou outra lágrima furtiva e inócua nos leitores - e a nossa indignação em nada ajuda a resolver o que quer que seja.
Para contrariar este meu desencanto, e fingir - apenas fingir - que posso fazer algo de útil, nem que seja para aplacar a minha consciência activista, aqui deixo a declaração da Amnistia Internacional a propósito da questão dos diamantes de sangue e do filme, o qual de resto patrocina. Serve pelo menos para que quem ainda não o esteja fique mais a par do que está em causa no que toca os diamantes de sangue.

Para quem queira saber mais:
- artigo da Wikipedia sobre diamantes de sangue
- artigo sobre o Processo de Kimberley, espécie de certificação para assegurar que os diamantes não foram utilizados em conflitos
- o referido artigo da Amnistia, onde também está uma carta que se pode assinar e enviar ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, apelando a que o nosso Governo ajude na procura de soluções para aumentar a eficácia do Processo de Kimberley
- informação adicional da Amnistia americana

"Os “Diamantes de Sangue” alimentam conflitos, guerras civis e violações dos Direitos Humanos. E têm sido responsáveis pelo financiamento de conflitos recentes em África que resultaram na morte e no deslocamento de milhões de pessoas. Durante estes conflitos, as receitas do tráfico de diamantes ascendem a biliões de dólares e têm sido usadas pelos senhores da guerra e pelos rebeldes para comprar armas. Estima-se que 3.7 milhões de pessoas morreram devido ao conflito causado pelos diamantes em Angola, na República Democrática do Congo (RDC), na Libéria e na Serra Leoa.
Enquanto que a guerra em Angola e na Serra Leoa terminaram e as lutas na RDC diminuíram, o problema do conflito dos diamantes ainda não acabou. Apesar de existir um esquema de certificação de diamantes internacional, chamado Processo de Kimberley, que foi lançado em 2003, o conflito dos diamantes da Costa do Marfim encontrou um novo caminho, através do Gana, para o mercado internacional dos diamantes.
Como mostra o conflito na Serra Leoa, mesmo um pequeno número de diamantes pode originar uma enorme devastação num país. Entre 1991 e 2002 mais de 50.000 pessoas foram mortas, mais de 2 milhões deslocadas do país ou feitas refugiadas e milhares foram mutiladas, violadas e torturadas. Hoje, o país está a recuperar das consequências do conflito.
O lançamento do filme “Diamante de Sangue” é a oportunidade de relembrar aos governos e à indústria dos diamantes, que têm de assegurar que os diamantes provenientes de zonas de conflito não devem encontrar forma de entrar no mercado de consumo."
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

Pode-se rir sobre Hitler?

"Partindo de uma ideia absurda - um actor judeu recrutado num campo de concentração como conselheiro pessoal de retórica de Adolf Hitler -, o cineasta judeu Dani Levy construiu um filme subversivo, cheio de non-sense, que retrata o ditador como impotente, farmacodependente, cobarde e incapaz de ultrapassar os maus tratos infligidos pelo pai na infância.
Ainda antes de o filme estrear na Alemanha, esta semana, a discussão é controversa: pode-se rir sobre Hitler? Não se banaliza a morte de milhões de pessoas?
Hitler brinca na banheira com um barquinho de guerra, molha a cama, esconde os medicamentos no seu globo terrestre gigante, tem uma disfunção eréctil e quer vingar-se do mundo devido às tareias que recebeu do severo pai.
Esta quinta-feira, chega às salas de cinema alemãs a comédia Mein Führer: Die Wirklich Wahrste Wahrheit über Adolf Hitler (numa tradução livre, Meu Líder: Verdadeiramente a Verdade mais Verdadeira sobre Adolf Hitler) do realizador suíço judeu Dani Levy, rodeada de polémica."
(Público de hoje)



A este propósito, aqui fica um video que encontrei no You Tube, a conselho do artigo do Público citado. Para rir, mesmo...

 

 Pode-se então rir sobre Hitler? A minha resposta é: sim, claro que sim, ainda bem que sim.

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Terça-feira, 12 de Dezembro de 2006

Utopia de cinemas alternativos no Porto

Esta notícia, do Público de ontem, parece quase demasiado boa para ser verdade:

"Primeiro complexo totalmente digital vai nascer no Porto"

"O antigo complexo de cinemas do CentralShopping, no Porto, vai ser remodelado pela Soares da Costa e, ao abrigo de um programa de mecenato com a Cinema Novo, organizadora do Fantasporto, será transformado em espaço cultural. O director da cooperativa, Mário Dorminsky, considera que a proximidade do complexo às escolas de Soares dos Reis e de Belas-Artes irá contribuir para o sucesso do projecto, que pretende ser um espaço "de formação cultural" que tem de chegar ao grande público". O Mediaplex terá seis salas equipadas com projecção digital, a maior das quais também com um projector de 35 mm, para permitir o acesso a filmes ainda não distribuídos em suporte digital. As restantes cinco salas vão ser dedicadas ao cinema português, asiático, europeu e norte-americano independente. O complexo vai, ainda, acolher exposições temporárias. Segundo Dorminsky, o antigo centro comercial, encerrado desde há dois anos, "vai deixar de ser o que era", graças a algumas lojas-âncora e a um novo conceito a introduzir pela Soares da Costa. As obras nas salas deverão estar concluídas a 12 de Fevereiro, a tempo de poderem ser utilizadas no Fantasporto 2007, que começa dia 19."

Numa cidade culturalmente manietada como é a minha, é bom que surjam estes projectos,  se bem que esteja bastante céptico quanto ao seu sucesso, como também é bom que o Fantasporto, de que sou grande fã, se mantenha no Porto.
Desaparecido o Nun'Álvares, a programação de cinematografias alternativas está reduzida às escolhas sempre intermitentes da Medeia no Bom Sucesso, e à também intermitente programação do Passos Manuel. Pelo menos enquanto durar esta "utopia" no CentralShopping, serei frequentador assíduo!
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um discurso de Abraracourcix às 10:36
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Terça-feira, 12 de Setembro de 2006

11 de Setembro já passou...

Felizmente, porque como alguns dos meus companheiros blogosféricos concordarão fala-se tanto, mas tanto, do acontecimento que se torna insuportável... sobretudo porque não dizem nada de novo, é mesmo só um momento carpideiro. Ontem, num desenfreado em busca de qualquer coisa que me permitisse escapar a esse momento, não consegui encontrar nada que não fosse alusivo à efeméride. Valeu-me no entanto o canal Arte (um dos melhores que existem na TV por cabo - TV Tel, no caso), que passou o filme "11'09'01", que hélas nunca tinha visto - interessava-me sobretudo, e correspondeu ao interesse, o pequeno filme de Sean Penn, em que um senhor já algo idoso e que vive desorientado após a morte da sua mulher, vê de súbito a sua sombria casa, que percebemos no fim ser obscurecida pelas torres do WTC, invadida pela luz enquanto as torres ruem...
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um discurso de Abraracourcix às 09:22
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Segunda-feira, 21 de Agosto de 2006

Filme da semana - Miami Vice

Não é que tenha visto mais de um filme (com os preços actuais, um filme por semana já era bem bom!...), mas este merece sem dúvida uma recomendação minha. Como não tenho jeito para escrever críticas de cinema, aqui fica esta, retirada do site Cinema 2000:

"(...) Porque é um dos mais perturbantes, e ao mesmo tempo fascinante, filmes americanos dos últimos anos. Este contar da acção de Sonny Crockett e Rico Tubbs, infiltrados no sub mundo do narcotráfico por entre as três Américas, é um prodigioso policial negro que mistura a violência da lutas entre policias e traficantes com um romantismo doloroso à beira da urgência (...)
Mostrando Miami como nunca foi vista, (comparar com a cidade do C.S.I., que é também uma série adulta), irreconhecível e tensa, que a tempestade tropical quase sempre presente no horizonte ajuda a definir, filmada em cenas quase sempre nocturnas, com câmaras digitais de alta definição; fotografada por Dion Beebe; que permitiram a Mann manipular as imagens de maneira a acentuarem a sujidade e o ruído da noite. A torna-la hiper realista. (...)"
(Fernando Oliveira)

E aqui fica... a não perder para quem aprecia cinema - em formato digital no caso, um passo em direcção ao futuro talvez do cinema - e para quem aprecia um bom filme policial, com profundidade psicológica e tudo - e é tão raro, um filme policial com profundidade psicológica...
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Neste blog é permitido fumar





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Os melhores javalis


O chefe viu:
   "Nightwatchers", Peter Greenaway

  

 

   "The Happening", M. Night Shyamalan

  

 

   "Blade Runner" (final cut), Ridley Scott

  


O chefe está a ler:
   "Entre os Dois Palácios", Naguib Mahfouz

O chefe tem ouvido:
   Clap Your Hands Say Yeah, Some Loud Thunder

   Radiohead, In Rainbows
 

por toutatis! que o céu não nos caia em cima da cabeça...

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