Sexta-feira, 11 de Maio de 2007

Porquê ter medo de Sarkozy

Ao contrário do que possa eventualmente transparecer do meu último post, de comentário ao resultado das eleições presidenciais franceses, não morro de amores por Sarkozy. Muito longe disso, aliás. Limitei-me a constatar os motivos por que Sarko ganhou: porque era melhor candidato. Se fosse francês teria votado em Ségo nesta segunda volta, apesar de não gostar da sua retórica vazia, da demagogia constante e do destaque dado à sua feminilidade. Teria votado mesmo, talvez, contra Sarko mais do que pela socialista, reconhecendo no entanto que ele era o candidato mais preparado e com propostas mais definidas, concorde ou não com elas... e obviamente não concordo com a maior parte.
A este propósito e do que mais assusta em Nicolas Sarkozy, aqui fica um excerto do artigo de opinião de Rui Tavares, na última página do Público de ontem:

"estes insultos [a polémica da "escumalha"] dirigidos ostensivamente às ovelhas negras se destinam em geral a coagir todo o rebanho, a estigmatizá-lo e retirar--lhe liberdade (...)
Os jovens da banlieue não entraram em combustão espontânea. A coisa começou com a morte de dois deles no seguimento de uma perseguição policial. E não acabou enquanto Sarkozy não espremeu o espectáculo da repressão até à última. Toda a imprensa internacional notou então o prolongamento propositado do conflito.
(...) Na altura dos motins foram bem divulgadas as pesquisas oficiais sobre a prevalência do racismo latente. O mesmo currículo tem três vezes mais hipóteses de ser aceite quando o nome é Jean-Claude Dupont em vez de, digamos, Ibrahim Yassin. Muitos patrões franceses preferem deixar uma vaga por preencher do que contratar árabes ou negros. Depois de não os contratar, é só pedir a Sarkozy que venha metê-los na ordem."
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

Abram alas para Sarkozy, o presidente-exterminador implacável

Como seria de esperar, Sarkozy venceu, e por larga margem. A participação voltou a exceder os 85%, dando ao resto da Europa - refiro-me acima de tudo a Portugal, cujos políticos deviam enfiar esta carapuça - uma nova lição de democracia.
Dando continuação ao discurso assertivo do período de campanha, ao fazer a declaração de vitória Sarko mostrou já ao que vinha: sossegou os Estados Unidos, prometeu unir em vez de dividir a França (numa clara demarcação da retórica de Chirac, que prometeu fazer face à "fractura social" quando foi eleito e nada fez a este respeito, antes pelo contrário, agravou-a e muito), declarou que a França seria um "farol de liberdade" para os oprimidos de todo o mundo (uma nota algo americanista e soberanista e por isso muito à la de Gaulle).
Uma nota especial para a primeira proposta surpreendente do futuro presidente francês, que prometeu ainda ir ter em especial atenção os países da bacia mediterrânica e disse pretender criar uma comunidade do Mediterrâneo. Eis algo que fará Sócrates sorrir e aplaudir fortemente - e até eu estou por uma vez de acordo com ambos. O auxílio - económico, político - é a melhor forma de os países da orla meridional do "mar interior" da Europa se desenvolverem e, por essa via, debelarem problemas que são também preocupantemente europeus, como os diversos tráficos (droga, armas, pessoas...) e acima de tudo as gigantescas ondas de imigração ilegal.
Já que desconfio que não proporei isto muitas vezes, aqui fica: um forte aplauso para esta proposta de Sarkozy! (que não para o resto do seu discurso-robocop...)
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

A semana em cartoon: Ségolène ao ataque da fortaleza-Sarkozy


(Petar Pismestrovic, Kleine Zeitung, Áustria)
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2007

Sarkozy vs Royal: les jeux sont faits

Ontem à noite decorreu o único debate entre os dois candidatos à segunda volta das eleições presidenciais francesas, Nicolas "robocop" Sarkozy e Ségolène "pudim" Royal.
Um bom sinal do interesse que estas eleições têm despertado é o facto de quer a SIC Notícias quer a RTPN terem transmitido, em diferido (e ambas quase em simultâneo), o debate - só que eu não sabia disto e já tinha visto o debate em directo na TV5 (e portanto sem legendas, o que a mim não me faz diferença - sim, podem chamar-me maluquinho francófilo - pelo contrário, deixa-me prestar mais atenção a outros pormenores, como a postura dos candidatos, o cenário, etc.).
Como se esperava, Ségo surgiu mais agressiva, tentando por um lado reduzir a diferença nas intenções de voto face ao seu oponente e favorito de todas as sondagens (entre 52 e 54%) e, por outro lado, tentar fazer surgir a agressividade latente de Sarko - não é por acaso a alcunha de "robocop"... Vi o debate quase todo (aguentei quase duas horas antes de sucumbir por exaustão, os candidatos continuaram até às duas horas e meia...) e pessoalmente penso que Ségo se saiu ligeiramente melhor.
Não conseguiu causar nenhum ataque de fúria em Sarko - pelo contrário, ela é que pareceu em certos momentos demasiado exaltada, o que o adversário não deixou de aproveitar para marcar pontos - mas pareceu claramente "presidenciável", respirando confiança e conseguiu, na questão da reforma laboral, que Sarkozy acabasse por admitir que não iria mexer nas 35 horas semanais (algo que em campanha ele apresenta como um terrível erro).
Penso, no entanto, e fruto desse excesso de irritabilidade de Royal, que não deverá colher grandes frutos eleitorais da sua prestação retórica. Sarkozy, pelo contrário, apareceu na forma esperada: tentando sempre ser calmo e cordato, explicando as suas propostas de forma mais assertiva e atacando Ségo quando ela não o era, capitalizando o principal handicap da socialista, a falta de sustentabilidade prática do que propõe.
Assim, não será pelo debate - sempre alvo de muita atenção por parte dos franceses, um dos povos mais politizados da Europa  - que Ségolène Royal conseguirá equlibrar a balança presidencial: Sarkozy continuará o favorito e, a não ser que todas as inúmeras sondagens feitas para esta segunda volta se enganem, será o próximo ocupante do Palais de l'Élysée.
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

A lição de democracia da França

"Em Portugal cerca de metade dos eleitores não se dá ao trabalho votar para eleger o seu presidente da República. Nas eleições de ontem, em França, participaram 87 por cento dos eleitores. Nos EUA, mesmo em eleições controversas e muito disputadas, a situação é idêntica à portuguesa e à de muitos países industrializados: um em cada dois eleitores não vota. Em França é apenas um em cada sete que não o faz.
Suspeito que pouca gente, em Portugal ou no resto do mundo, dê relevância a este facto. E não se trata de um acaso: já quando foi o referendo sobre a Constituição Europeia, ninguém reparou que uma quantidade apreciável dos franceses não só votara como principalmente tinha lido o maçudo tratado de 300 páginas que era submetido à sua apreciação.
No entanto, quem ler tudo o que se escreve sobre a França - e no nosso país é muito - diria que é a democracia francesa que está em crise, ao passo que no resto do mundo vai de vento em popa. A França de hoje não tem amigos e tornou-se num saco de pancada fácil, previsível, dos comentadores mais preguiçosos. A França deixou de ser uma realidade a conhecer ou a investigar; tornou-se apenas num acumulado de lugares-comuns. Para quem conheça bem a França, - não a de há vinte ou trinta anos mas a actual -, a maioria do que se escreve não passa de lixo impresso. (...)"
(Rui Tavares, no Público de segunda-feira)
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Reflexões sobre as eleições em França (revisto e aumentado)

Desta vez sem qualquer surpresa do calibre do "21 avril" de 2002, o povo francês votou e escolheu Nicolas "robocop" Sarkozy (Sarko para os franceses) e Ségolène "pudim" Royal (Ségo) para a segunda volta, a disputar a 6 de Maio.
O meu primeiro destaque é para a participação eleitoral: votaram perto de 85% dos eleitores. 16% de abstenção, as eleições mais participadas desde 1968 (fim da era De Gaulle). Isto, numas eleições em que muito estava em jogo (fim do consulado Chirac - um anão intelectual quando comparado com De Gaulle, e não só com ele... - memórias da segunda volta de Le Pen há 5 anos, crise de identidade...), não deixa de me surpreender quando comparado com a realidade portuguesa.
Nas últimas legislativas, por exemplo, onde muito também estava em jogo (fuga de dois primeiro-ministros, naufrágio de um terceiro, um país completamente À deriva) e onde os analistas concordaram ter havido um bom nível de participação, a abstenção foi de 35% (recuo de 3 míseros pontos face às legislativas anteriores).
Dei-me ao trabalho de pesquisar o site da Comissão Nacional de Eleições e descobri que em Portugal só houve uma abstenção menor que esses 16% nas eleições para a Constituinte, em 1975. De resto, há 20 anos que a abstenção em todas as eleições nacionais é maior, substancialmente maior a partir de certo ponto e sempre crescente até ao princípio da presente década.
Lembro-me por isso de um debate relativamente recente com alguns gauleses irredutíveis que de vez em quando passam por esta aldeia, e eu pelas aldeias deles, acerca da relevância do voto e da abstenção militante. O exemplo que dei na altura foi precisamente a realidade francesa, e estes resultados só reforçam a minha ideia da importância de votar e que isso é tanto mais importante quanto mais está em jogo. Os franceses, de resto, concordaram ontem comigo...

Quanto aos resultados propriamente ditos, e como já li algures, a surpresa foi mesmo o facto de não ter havido qualquer surpresa: passaram à segunda volta os favoritos das imensamente descredibilizadas empresas de sondagens.
Sarko (31,2%) e Ségo (25,9%), de resto, obtiveram votações algo superiores ao antecipado, a atestar que houve alguma bipolarização. E digo alguma porque o voto de protesto - o maior medo nestas eleições, o qual em 2002 provocou o terramoto político que foi a passagem de Le Pen à segunda volta - se manteve, mas foi eficazmente canalizado pelo centrista Bayrou, que ao apostar num algo demagógico discurso anti-sistema - sobretudo anti-dicotomia direita/esquerda - obteve uma excelente votação de 18%.
Para além disso, muita da votação anterior de Le Pen foi "canibalizada" pelo discurso "robocop" de Sarkozy. À esquerda, fenómeno simétrico deste aconteceu com a votação da extrema-esquerda e o discurso "floreado" de Ségolène.
A minha leitura é então esta: quem há 5 anos utilizou o voto como arma de protesto e fez não só com que Le Pen fosse o segundo mais votado, mas também com que o voto nos extremos políticos (a FN de Le Pen e os diversos candidatos da extrema-esquerda) atingisse perto de 30%, desta vez preferiu maioritariamente Bayrou; quem votou de novo nestas eleições e contribuiu para a enorme taxa de participação causou a bipolarização entre os dois principais candidatos.
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um discurso de Abraracourcix às 12:47
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

Eleições presidenciais nos Estados Unidos e em França: os meus cavalos de corrida

Com maior - caso dos Estados Unidos, onde a corrida presidencial é uma verdadeira maratona - ou menor antecipação - caso de França, vão-se preparando junto aos blocos de partida as figuras presidenciáveis. Esta é uma altura em que começo a ler com alguma atenção os perfis dessas figuras e a formar a minha opinião sobre quem gostaria que ganhasse - os meus "cavalos de corrida", em suma.
Esta leitura é particularmente importante em França, onde um (ou uma!) novo presidente está à curta distância de três meses. Este é também, das duas corridas em causa, a que me faz arrancar mais cabelos. Na corrida ao Eliseu, já há dois e apenas dois candidatos mais que assumidos.
Os dois são a meu ver péssimas figuras, movidos unicamente pela sua ambição de vir a ocupar a actual cadeira do igualmente péssimo Chirac, e se tivesse de escolher um dos dois teria sérios incentivos a juntar-me ao grupo do armadilhador Pedro Silva e a não votar... a fazê-lo, seria provavelmente um voto em branco; mas se tivesse mesmo de escolher um dos dois, com o coração pesado e enegrecido pela decisão, ela seria a favor de Mme. Ségolène "pudim" Royal... por um motivo simples: entre um péssimo candidato de esquerda e um péssimo candidato de direita, preferiria sempre o primeiro.
Neste caso, entre uma péssima candidata-maquiavel de pacotilha que só afirma ser de esquerda porque precisa do voto desta, e um péssimo candidato, Nicolas "Terminator" Sarkozy, que diz que é de direita mas que se comporta - e é de facto - como sendo de ultra-direito, colado ao odioso Le Pen, entre estes dois, seria o exílio... senão, o centro-direita é apesar de tudo um mal menor em relação à quase extrema-direita...
Mudando de caso e de continente, o caso americano é inteiramente diferente, sobretudo pela distância de quase dois anos que nos separa das eleições presidenciais, já com data marcada (ocorrem sempre na primeira terça-feira de Novembro, o que tem a curiosa coincidência de por vezes as fazer coincidir com o meu aniversário, coincidência que já me rendeu, em 2000, o mais odioso dos presentes...) para 4 de Novembro de 2008. Neste caso reservo-me o direito de mudar de "cavalo de corrida", até pela evolução que as posições dos vários candidatos, movidos pela sua ambição, vão sofrendo...
Para já, e como parafraseando um qualquer western, para mim o único republicano bom é o republicano morto (o mesmo se aplicando aos candidatos presidenciais), a minha aposta no campo democrata vai para Barack Obama, pelo "sangue novo" que representaria na políttica da Casa Branca - é senador há apenas dois anos, mas já empolga multidões sempre que discursa - pelas posições razoavelmente genuínas de democrata e pela pedrada no charco de ver um representante de uma minoria étnica governar um dois países desenvolvidos mais desiguais...
Claro que Hillary Clinton também beneficia desse efeito "pedrada no charco", mas contra ela move-me o que me parece excessivo calculismo político, o que para mim é prenúncio de ambição (demasiado) desmesurada...
Ficam então as minhas escolhas: Barack Obama para Mr. President e o exílio... perdão, Mme. "Pudim Royal" (que todos os deuses nos acudam!...) para Mme. Président.
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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2006

O triunfo da vacuidade

Está oficializado o que já era mais que previsível, a nomeação de Segolène Royal como candidata do Partido Socialista Francês como candidata às presidenciais de 2007. Proponho-vos um exercício difícil, que para mim se afigurou impossível: descobrir, nas palavras da antes candidata a candidata e que agora o é de facto, já não direi um programa político de esquerda ou em que se vislumbre aquilo em que o seu partido, o PSF (um dos únicos partidos socialistas europeus que, até ao triunfo de Ségo, ainda se mantinha, e orgulhosamente, como de verdadeira esquerda), acredita, mas pelo menos um programa qualquer, uma linha de actuação. O que ela diz:
   "Unidos, mobilizados, perguntem-se o que podem fazer pelo vosso país." [paráfrase da já mais que batida citação kennediana]
   "Vamos escalar juntos a montanha até à vitória."
   "Saboreio plenamente este momento de felicidade, mas não tiro deste resultado qualquer     glória pessoal. Peso antes a responsabilidade de não desapontar todos quantos      depositam em mim a sua esperança."
   "A França pode voltar a ser o que era. Quero personificar a mudança e quero construir a mudança. Para isso, a França deve dar a cada um os meios de se assumir, com as suas próprias exigências."
   "a ordem justa contra a desordem injusta"
  "colocar a educação e o ensino no centro de tudo" [aqui numa deriva demasiado guterrista...]
   "inventar novas liberdades"
   "não tenham medo das ideias novas"
   "Vamos buscar as ideias novas à vida do dia-a-dia de cada francês, às suas penas, às suas dificuldades, mas também aos seus talentos e aos seus formidáveis sucessos."
   "os franceses estão maduros para as reformas e a França tem todas as razões para acreditar em si mesma"
   "A França deve aproveitar todas as oportunidades para se levantar de novo. Quero dar-lhe esse orgulho, sem pretensões inúteis, mas quero ajudá-la a recuperar as suas forças e escrever com todos os seus uma nova página da sua história."
   "Permanecendo fiéis a nós mesmos, podemos resistir ao vento nefasto do liberalismo sem roque nem rei, e ao mesmo tempo aproveitar o leque de oportunidades da globalização. Imaginar a França é a tarefa que proponho aos franceses." [aqui é a deriva claramente blairista]

Desafio quem quer que seja a encontrar um átomo que seja de ideias neste "programa político". Segolène "faz a "defesa de uma "ordem justa" em matéria de segurança pública, sem receio de propor um enquadramento militar para os jovens delinquentes, a sua defesa de uma economia mais liberal, a sua adopção da democracia participativa", que segundo a análise feita no Público de Sábado, de onde retirei estas citações, "são moldadas para responder às aspirações da opinião pública de esquerda e centrista."
Quanto ao "centrista", não tenho dúvidas: estas afirmações completamente ocas tentam prender votos no centro político, onde é suposto decidirem-se as contendas eleitorais, retirando-os de quem se afigura como o provável adversário vindo da direita, o populista, ultra-direitista e a todos os títulos execrável Nicolas Sarkozy (Sarko para os franceses). Daí Ségo ir ao ponto de copiar soundbytes securitários, quase cruzando a linha vermelha, já cruzada por Sarko, de qualificar os jovens violentos dos subúrbios como "escumalha".
Já não acredito no "responder às aspirações da opinião pública de esquerda", porque essa já se afastou do PSF há muito e vai-se afastando cada vez mais. A tão propalada "fractura social francesa", como foi apelidada por Chirac a passagem à segunda volta das presidenciais anteriores de Le Pen, mais do que mérito do fenómeno em torno deste, é demérito do próprio PSF, que não percebeu que ao virar demasiado ao centro abriu espaço à sua esquerda que permitiu não só à consolidação do PC e dos Verdes, mas ao surgimento de dois candidatos ultra-esquerdistas que somaram em conjunto 15% dos votos...
Esta é a verdadeira "fractura social", o resvalar para os extremos políticos, que com o perfilar das duas candidaturas principais para as eleições do próximo ano se tornará com certeza muito maior. E se no estado actual já vimos motins, autocarros incendiados e outras cenas igualmente anárquicas, o aprofundar da deriva só poderá tornar as coisas muito piores... Se a França está gravemente doente e sem cura à vista (porque os médicos de serviço teimam em não ver o óbvio diagnóstico, ou em fingir que não o vêm para sua maior conveniência pessoal), está em vias de se tornar um caso terminal... e, pior, de contagiar a sua doença ao resto da Europa - em Portugal já se sentem os primeiros ecos...
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um discurso de Abraracourcix às 14:45
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