Terça-feira, 13 de Março de 2007

A barbárie passa na televisão - e a resposta não passa de boas intenções

A propósito da minha indignação face às imagens divulgadas pela TVI da execução de Saddam Hussein e da queixa que encaminhei para a própria TVI (sem resposta até agora) e para a Entidade Reguladora para a Comunicação (ERC), esta última teve a gentileza de me enviar a deliberação que, mais de dois meses volvidos (a data é de 8 de Março), aprovou, e que no que me interessa versa assim:

"A TVI emitiu as imagens do enforcamento, apesar de elas não acrescentarem valor
informativo às peças anteriormente emitidas. Explorou, pois, a sua componente macabra
e alimentou sentimentos de voyeurismo.
(...) o Conselho Regulador não tem dúvidas em afirmar que a exibição da morte de Saddam Hussein pela TVI não era jornalisticamente necessária, nem enquadrável em qualquer critério jornalístico, ética, deontológica ou legalmente oponível. Por outro lado, não detecta o que podia o visionamento da morte de um ser humano acrescentar à notícia – e não pode deixar de concluir que, manifestamente, o resultado objectivo foi o de acicatar o estímulo ao voyeurismo através de um sensacionalismo reprovável, tido por eficiente na captação do “interesse” do espectador.
A decisão da TVI de exibir estas imagens representa, por conseguinte, uma violação
grave de deveres jornalísticos e legais...
(...) do que se tratou com a sua difusão foi da exibição gratuita de um acto de enorme violência, tanto na sua componente física como psicológica (...) uma evidente e cabal exemplificação do que poderá entender-se, no sentido normativo, por “violência gratuita”.

(...) O Conselho Regulador

Considerando as queixas apresentadas por Marco Sousa, António Rufino e Jorge Pegado Liz contra a TVI, relativas à difusão de imagens nos seus serviços noticiosos sobre a execução de Saddam Hussein, nos dias 30 e 31 de Dezembro de 2006...

(...) Decide, com base nos factos apurados (...) instaurar procedimento contra-ordenacional contra o operador televisivo TVI.

1. Insta a TVI ao cumprimento do disposto no art. 24.º, n.ºs 2 e 6, LT, em especial, ao cumprimento da obrigação de advertência sobre a difusão de imagens especialmente violentas, como as que se referem ao processo de execução de Saddam Hussein e foram transmitidas nos serviços noticiosos dos dias 30 e 31 de Dezembro de 2006.
2. Considera que a decisão editorial da TVI de difundir, a 31 de Dezembro, as imagens do enforcamento de Saddam Hussein, constitui uma violação do art. 24.º, n.º 1, LT, por estas desrespeitarem a dignidade da pessoa humana e, nos termos deste preceito, constituírem exemplo de “violência gratuita”.
3. Recomenda à TVI o cumprimento dos seus deveres legais e éticos."

Para além do afago ao ego que faz ver o nosso nome numa deliberação de um órgão público e de ter contribuído para a discussão a nível "oficial" desta questão, várias reflexões me assaltam ao ler a deliberação.
Por um lado, o largo período de tempo de que a ERC necessitou para discutir algo que penso ser bastante simples, e que passa apenas por decidir se as imagens transmitidas pelos vários canais (sobretudo pela TVI) eram ou não demasiado chocantes e se eram ou não jornalisticamente relevantes. Eu até já me tinha esquecido da queixa!...
Por outro lado, a ERC limita-se a apresentar recomendações que, por veementes que sejam ("insta-se" ao cumprimento, em vez de apenas se recomendar), não passam disso mesmo e não são obrigatoriamente aplicáveis. A ERC também informa que irá "instaurar um processo contra-ordenacional" contra a TVI (que jargão, meu deus!), mas sobre estes todos sabemos como, se não ficarem por águas de bacalhau serão de um valor ridículo para a dimensão das receitas de uma estação de televisão como a TVI, tão ridículo que José Eduardo Moniz, em lugar de se exaltar, rirá de bom gosto...
Este é, no entanto, o limitado âmbito da actividade da ERC, que por determinação estatutária e governamental (leia-se o Governo que a instituiu) não pode ir mais longe. É manifesto quão pífio é o seu poder para fazer face a patentes violações como a relativa às bárbaras imagens da execução de Saddam, e quão necessária seria uma outra entidade, com poderes bastante mais alargados - e, obviamente, independentes.
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Chegou o Guardian português

A nova imagem do Público foi hoje estreada, depois de anunciada há algum tempo através de uma campanha publicitária. Ao atentar no exemplo de primeira página anunciado, e lendo que a equipa que desenhou esta nova imagem é a mesma que tinha já concebido o novo design do Guardian (da qual aliás gosto bastante e que até ganhou prémios de design), não posso deixar de rir ao notar semelhanças bastante notórias...
Vamos a um jogo de "Descubra as Diferenças"?
  • Vemos, por exemplo, que o Público alterou o seu estilo de letra, passando a escrever os textos com uma fonte devidamente patenteada que é parecida à utilizada no Guardian.
  • Também passa a haver um destaque a artigos do segundo caderno no topo da primeira página, ao lado e por cima do logotipo do jornal, tal como verificamos no Guardian.
  • O Público passa também a ter um segundo caderno, em substituição do Local (onde apareciam as notícias de âmbito regional, distintas para Lisboa, Centro e Porto e que passam a incorporar o caderno principal), que será na descrição do próprio jornal "um lugar com espaço para novos temas" (cultura, tendências, etc.) e que se chama P2. E onde é que já vimos isto? Quem aprecia a imprensa britânica - mas quem nunca leu facilmente adivinha a resposta - saberá: também o Guardian tem um segundo caderno com o mesmo tipo de conteúdos e que se chama... adivinharam... G2!
Isto, note-se, não é uma crítica forçosamente negativa, pois eu até gosto do Guardian: é o jornal que normalmente compro quando quero receber uma impressa lufada de ar britânico - para além de a par do The Times ser o que mais facilmente se encontra em Portugal, é tendencialmente de esquerda mas não tanto como o The Times (e eu tenho antipatia a jornais demasiado tendenciosos) - e apreciei desde o início a sua "moderna" imagem. Honra seja feita a José Manuel Fernandes, director do Público, ultra-liberal e "mais laranja que a própria laranja", por ousar inspirar a imagem do seu jornal na de um jornal de referência de esquerda.
Para tornar este jogo de "Descubra as diferenças" mais apetitoso, aqui ficam as primeiras páginas dos dois cadernos de hoje de ambos os jornais, para verem por vocês próprios as semelhanças e constatarem (ou não) que não sendo claramente uma cópia do jornal britânico, a nova imagem do Público é claramente inspirada na do Guardian.


    


  
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Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2007

Carta à Direcção de Informação da TVI

Eis a carta que acabei de redigir e enviar à Direcção de Informação da TVI (endereço de e-mail não disponível, têm de enviar através da janela para o efeito do site da TVI; irei também enviá-la à Entidade Reguladora da Comunicação Social, e-mail info@erc.pt) , como protesto pela nojenta emissão do Jornal Nacional de 31 de Dezembro.
Convido-vos, caros irredutíveis gauleses, caso não tenham o tempo ou a paciência de escrever o vosso próprio protesto, a copiar a minha carta e enviá-la também.
Este tipo de comportamento, de (falta de) escolhas é demasiado grave para passar impune.

"Exmos Srs.,

   Esperando não ser o único a fazê-lo, pretendo protestar veementemente pela transmissão, no Jornal Nacional de 31 de Dezembro passado, pouco depois das 20h00, de imagens não editadas previavemente da filmagem clandestina da execução de Saddam Hussein, as quais a TVI passou, repito, sem edição prévia e mostrando TODOS os detalhes que de tão fortes nunca deveriam ser transmitidos.
Normalmente, ao deparar-me com algo que não é do meu agrado na vossa emissão, não me daria ao trabalho de vos escrever. Carregar no botão do telecomando da TV é mais fácil. No entanto, o que vi na referida emissão é demasiado grave para passar impune.
A actualidade noticiosa impunha, como se compreende, a divulgação das imagens clandestinas da execução de Saddam Hussein. O que não é e não pode ser compreensível é o facto de, como seria inteiramente lógico e à semelhança das vossas concorrentes directas, a TVI ter optado por transmitir NA ÍNTEGRA as referidas imagens, com todos os pormenores. Desconheço se houve advertências prévias, pois só vi as imagens propriamente ditas, mas independentemente disso senti-me indignado e agoniado, mesmo eu, adulto de 27 anos raras vezes impressionável, pelo que não consigo sequer imaginar o que terão sentido os muitos milhares de crianças que tenho a certeza a TVI não ignorará estarem aquela hora a ver a vossa emissão.
É portanto de uma irresponsabilidade extrema, para além de um mau gosto que ultrapassa todas as fronteiras e revela uma falta de critérios, jornalísticos, éticos, mesmo de racionalidade, a transmissão de tais imagens sem edição prévia. Tal é absolutamente intolerável e não deveria passar sem censura das autoridades para tal competentes.
Infelizmente, como simples cidadão que ainda possui alma, humanidade, e por isso se indigna com imagens que não deveriam, NUNCA, passar na televisão, apenas posso protestar veementemente e assim manifestar a minha indignação, o meu nojo, por esta conduta da vossa parte. Anuncio também que a partir deste momento boicotarei conscientemente a vossa emissão, particularmente as notícas, e apelarei a todos os meus familiares, amigos e conhecidos para que façam o mesmo e deixem de sintonizar a TVI em quaisquer circunstâncias e sobretudo durante os vossos noticiários.

                            Cordialmente

                               António Rufino"
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Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007

Execução de Saddam: a barbárie passou na televisão

Da condenação à morte de Saddam Hussein já aqui tinha falado, aqui e sobretudo aqui. Da confirmação de tal pena também falei aqui.
Agora, executada tal sentença, levada a cabo, acrescento, da forma mais vergonhosa e indigna possível, em quase total segredo, pelo meios de vivas a Moqtada al-Sadr (ficámos assim a saber quem manobrou clandestinamente para apressar a execução, e quem verdadeiramente a levou a cabo), escrevo de novo. Não sobre a sentença em si, a qual já condenei veementemente e que para além de atentar contra os Direitos Humanos é absolutamente inútil no actual estado do Iraque e visa exclusivamente um único fim, a vingança, mas escrevo sobre as imagens que nos chegaram da execução.
As imagens "oficiais", as que de imediato chegaram às nossas televisões, eram na medida do possível sóbrias, percebendo-se que visavam unicamente servir de prova da morte do ex-ditador.
Dias depois, chegam-nos imagens "clandestinas", filmadas com telemóvel, em que se percebe melhor o ambiente carregado, indigno, sujo, em que decorreu a execução: insultos, vivas ao "senhor da guerrilha" Moqtada al-Sadr e a Alá... tremi ao ver as imagens na RTP1, mas gostei dos graves avisos de José Alberto Carvalho quanto à violência das imagens - mais psicológica que outra coisa, pois apenas algumas partes foram passadas, numa correcta e quanto a mim óbvia decisão editorial.
Distraidamente, fiz um pouco de zapping para confirmar se a mesma notícia merecia também honras de abertura nos restantes noticiários nacionais. Ao chegar à TVI, estarreci: imagens não editadas, mostrando absolutamente TODOS os pormenores da execução - e até eu, raríssimas vezes impressionável, fiquei enojado.
Enviei de imediato SMS a alguns amigos a dar conta deste nojo, e apelando a um boicote à TVI (o que já ocorre em princípio por definição, dado o nível de qualidade das suas notícias e do resto da programação) e ao envio de cartas de protesto para a TVI.
Agora, alargo este apelo aos dois ou três interessados leitores do Altermundo para que o façam também.
Não tenho mais palavras para descrever o que a TVI fez poucas horas antes da passagem de ano, aliás numa altura em que imensas crianças estariam a ver a TVI (não sei que explicações poderia dar a um filho meu que visse tais imagens... o que dizer? como explicar o inexplicável?), mas também penso que não são necessárias palavras, apenas o nojo, nojo, nojo..
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Terça-feira, 3 de Outubro de 2006

O maior português de todos os tempos

A RTP, que como comemora em 2006 50 anos de existência foi atcada por um vírus revivalista quase a tocar o salazarento, está a desenvolver uma mega-votação com vista a escolher quem foi o maior português de todos os tempos. Apesar do dito vírus, a ideia até é interessante - eu já votei.
Lembrei-me de experimentar lançar um processo paralelo, e escolher aqui no Ãltermundo quem foi o maior "português gaulês" de todos os tempos, aquele que mais se destacou a lutar contra os "romanos" do seu tempo - claro que pode ser alguém incluído na lista de sugestões da RTP (por exemplo, Afonso Henriques, que não é o meu voto). Deixem na caixa de comentários o vosso voto!
De uma forma mais abrangente, vejam a lista e digam-me o que acham de algumas das sugestões, por exemplo do excesso de figuras contemporâneas ( Maria de Medeiros?? Joaquim de Almeida?? Spínola??? Belmiro de Azevedo??!? Mourinho?? Cavaco Silva???!?!) ou do século passado, e digam-me se eu não tenho razão em achar que a ideia cheira a salazarento... só falta o próprio, graçádeus que não ousaram tanto!...
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Quarta-feira, 13 de Setembro de 2006

O Sol vai nascer já baço

A semana passada, em antecipação ao lançamento do novo pasquim do arquitecto Saraiva, saiu a versão renovada do Expresso, em formato reduzido - berliner, quer dizer, menos grande.
Esta semana nasce o Sol, e já nasce enevoado. Ouvi ontem na RTP, e fiquei estarrecido, que o programa "Grande Entrevista" fará na quinta-feira - dois dias antes do lançamento do jornal, portanto - uma entrevista ao arquitecto Saraiva, mentor do novo semanário. Fiquei estarrecido com o descaramento que esta gente tem, com a manobra descarada de publicidade.
Melhor que qualquer milionário anúncio nos intervalos televisivos, mais eficaz que a sem dúvida custosa campanha de outdoors, o Sol terá na quinta-feira direito a meia hora de publicidade gratuita em pleno horário nobre. Vergonhoso, mas sintomático do estado do panorama mediático português, também ele vítima de cunhas e rodriguinhos. Só me surpreende o arquitecto Saraiva ter tantos amigos na RTP, pensava que só teria inimigos...
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Terça-feira, 12 de Setembro de 2006

11 de Setembro já passou...

Felizmente, porque como alguns dos meus companheiros blogosféricos concordarão fala-se tanto, mas tanto, do acontecimento que se torna insuportável... sobretudo porque não dizem nada de novo, é mesmo só um momento carpideiro. Ontem, num desenfreado em busca de qualquer coisa que me permitisse escapar a esse momento, não consegui encontrar nada que não fosse alusivo à efeméride. Valeu-me no entanto o canal Arte (um dos melhores que existem na TV por cabo - TV Tel, no caso), que passou o filme "11'09'01", que hélas nunca tinha visto - interessava-me sobretudo, e correspondeu ao interesse, o pequeno filme de Sean Penn, em que um senhor já algo idoso e que vive desorientado após a morte da sua mulher, vê de súbito a sua sombria casa, que percebemos no fim ser obscurecida pelas torres do WTC, invadida pela luz enquanto as torres ruem...
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um discurso de Abraracourcix às 09:22
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Segunda-feira, 7 de Agosto de 2006

Breves sobre a guerra - porque ainda compro o Público

Uma vez que o acesso ao site do Público é pago (nem sequer vou deixar o link), reproduzo aqui parte de uma crónica que li na edição de hoje, da autoria de Fernando Belo, intitulada «Israel e a Lei da Guerra», e que me parece interessante e merecedora de debate:

"(...) só quando as sociedades árabes chegarem à modernidade é que poderá desaparecer o síndroma do 'choque das civilizações' (o qual só tem sentido do ponto de vista da impotência deles, da raiva que esta dá)...
A contradição deste tipo de guerras é visível a qualquer espectador de telejornais, quer a mortandade absurda de gente civil, quer a destruição de estruturas civis de modernidade de todo o género que haverá em seguida que reconstruir, sabendo-se que os meios para tal faltam cruelmente. Isto é, estas guerras matam gente inocente, geram jovens com ódio e impedem a modernidade dos países que não podem contar ainda com gente suficientemente escolarizada. Enquanto a estratégia for de guerra, esta eternizar-se-á. A questão do fim da contradição do Médio Oriente pode colocar-se, em termos teóricos, da seguinte maneira, difícil, senão utópica: que Israel colabore decididamente na construção da modernidade palestiniana, crie uma rede de instituições e práticas de tal maneira forte que nenhuma das partes, capital e empregos, possa querer guerra.  (...) Utopia hoje, é certo, mas estrita condição de possibilidade da paz. (...)"

Deixo também outra notícia curta que me parece merecer atenção:

Israelitas falham alvos deliberadamente

"Pelo menos dois pilotos israelitas falharam deliberadamente os alvos civis que lhes foram destinados no Líbano, quando aumentam as dúvidas sobre a eficácia das informações militares, referiu ontem o semanário britânico Observer. De acordo com o periódico, os pilotos temiam que os alvos fossem erradamente identificados como estruturas do Hezbollah: «tinham medo que lá estivessem pessoas e não confiam mais nos que lhes dão as coordenadas e os alvos.» (...)"

  Aqui está uma atitude rara entre os Israelitas, mas exemplar em termos de consciência!
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Neste blog é permitido fumar





Be an Ocean Defender

Os melhores javalis


O chefe viu:
   "Nightwatchers", Peter Greenaway

  

 

   "The Happening", M. Night Shyamalan

  

 

   "Blade Runner" (final cut), Ridley Scott

  


O chefe está a ler:
   "Entre os Dois Palácios", Naguib Mahfouz

O chefe tem ouvido:
   Clap Your Hands Say Yeah, Some Loud Thunder

   Radiohead, In Rainbows
 

por toutatis! que o céu não nos caia em cima da cabeça...

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