Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006

Impressões de viagem - religião à peruana

Tal como prometido, e se bem que tenha a distinta impressão que as minhas "crónicas peruanas" não despertam qualquer tipo de interesse, termino hoje a série de três posts dedicados ao Peru com considerações sobre a religiosidade daquele país e aspectos derivados.
Afirmo muitas vezes, em jeito de profecia, que daqui a uma geração a Igreja Católica, pelo menos na Europa, estará morta. No entanto, quando isso acontecer, tenho a certeza de que ela continuará viva na América Latina. Pude verificar no Peru a acuidade das "amostras" caracterizadoras da vivência religiosa naquela região que nos vão chegando, sob a forma de filmes, livros, quadros...
Não gosto de me render a estereotipos, mas a verdade é que neste caso ele parece corresponder à verdade: a experiência religiosa latino-americana é algo completamente à parte. A anos-luz do bafio que em Portugal bem conhecemos e que vai paulatinamente fazendo as pessoas simplesmente parar de acreditar, no Peru tudo o que é religião é, tal como na política ou na sociedade em geral, cheio de cores, de originalidade, por vezes até demais.
A verdade é que os peruanos vivem a religião - todos eles, quer de ascendência visivelmente espanhola quer indígena (100% da população, aliás, é mestiça; a diferença é unicamente a cor da pele e os genes que determinam aquilo que convencionamos chamar de "raça": 40% espanhóis, 60% indígena) - todos eles, repito, se dedicam de uma forma especialmente devota, quantas vezes a raiar a beatice.
Por esse motivo, a religião se sente-se de forma muito, muito forte, premente, por todo o lado inexorável, tanto nas metrópoles como no recanto montanhoso mais remoto. Naturalmente a Igreja Católica é fortíssima e extremamente influente até no campo político. No entanto, o Vaticano também é muito longe, e por isso as "originalidades" latino-americanas, fruto de fortíssimas influências incas (no Peru como na Bolívia e em partes do Equador, Chile e Argentina, pelo menos) ou de outras culturas pré-colombianas, são perfeitamente toleradas e estão há muito tempo tão enraizadas que constituem um verdadeiro dogma.



(a "dança dos diabos", que parecem ter feições estranhamente familiares... bigode, cornos e chicote, os espanhóis como encarnação diabólica? é a minha interpretação desta dança algo ridícula que vi no centro de Lima, por ocasião das festas da cidade, em honra de Nossa Senhora de qualquer coisa - os limenhos que me perdoem, mas não me recordo - que duram todo o mês de Outubro, e que para além de danças como esta incluem monumentais procissões em que se leva um andor que transporta a dita Nossa Senhora, andor esse com mais de uma tonelada de ouro!!...)


                  
(primoroso: cartaz à porta de uma igreja, pedindo que se desligue o telemóvel, para permitir "falar com Deus" sem distracções dos meros mortais que usam tal aparelho...)



("Purgatorio - via pedonal": não, não é o caminho a pé para o sítio propriamente dito, é apenas um original nome de rua em Cusco)


E mais não acrescento, deixo adicionais considerações para os comentários, isto se alguém quiser comentar..
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Sexta-feira, 10 de Novembro de 2006

Impressões de viagem - sociedade à peruana

O Peru é, para todos os efeitos e quer os seus habitantes gostem ou não, um país do terceiro mundo. Admito que o termo possa ser algo ofensivo - evitei utilizá-lo, pois o espanhol é suficientemente parecido com o português para que pudesse ser entendido - mas a realidade é que é daqueles sítios que faz o termo fazer sentido. É um mundo totalmente à parte... e jurei a mim mesmo nunca mais dizer, como tanta gente em Portugal, que "isto mais parece o terceiro mundo". Por muito mau que seja ou esteja este rectângulo à beira-mal plantado, ainda assim há uma diferença incomensurável para o verdadeiro terceiro mundo.

(funcionário público limpa a auto-estrada - os únicos 20 km que existem no país - à entrada de Lima; não é muito visível, mas devido ao grau de poluição todos os que fazem o seu trabalho, e passei por pelo menos uns dez no curto trajecto, usam máscaras de protecção; aos que possam estar a pensar, pela foto, que a estrada até está limpa e o serviço de limpeza até funciona bem, eu digo que sim, funciona bem, e olhando para o estado imundo de tudo o que não é assim limpo intensivamente, é um serviço mesmo necessário...)

Serve esta foto para introduzir o tema poluição e sujidade. Quanto ao primeiro, não deviam ser só os funcionários da auto-estrada a ser obrigados a usar máscara - deviam ser todos os 9 milhões de habitantes de Lima, porque aquele nível de poluição é um caso de saúde pública.
Em relação à sujidade, é algo que foi alvo de debate com os meus amigos companheiros de viagem. A comparação foi feita com o Portugal de há uns 50 anos, em que também existia uma pobreza tremenda mas havia limpeza: toda a gente tinha o brio de limpar o pouco (às vezes nada) que tinha, por vezes até de forma obsessiva. Ali, como de resto em outros sítios onde já estive com nível de desenvolvimento semelhante (Marrocos, Egipto...), isso não sucede. Tenho dificuldades em conceber que sejam mesmo as pessoas que sejam sujas, e postulei a hipótese, que permaneceu por confirmar, que a sujidade esteja relacionada com a falta de acesso a água (muitas zonas são desérticas e quase todos os rios peruanos só têm água dois ou três meses por ano, durante a estação das chuvas), por um lado, e com uma pobreza que sendo ainda mais profunda que a do Portugal salazarento, não deixe quaisquer perspectivas de melhoria, retirando qualquer tipo de brio às pessoas. Eis uma tese sociológica que ficará por provar...

Misérias à parte, e como já foi possível ver no meu anterior post, consagrado à "política à peruana", trata-se de um país, digamos, colorido. Tudo aquilo que fazem é, para nós que vimos da sóbria Europa, pitoresco. Não só a política, de que já falei, não só a religião, de que falarei no próximo post, é algo que está enraizado nas próprias pessoas, ecos talvez do passado pré-colombiano...


(por falar em pré-colombiano: eis el perro, o cão, Pizarro, ele mesmo, numa pintura que está na catedral de Lima, por cima do seu túmulo e de um corpo com sinais de múltiplas fracturas - feitas em vida - e de um buraco de bala - causa de morte - atestando as atribulações da conquista, devido à qual o Peru se irmana a Portugal num certo ressentimento, para usar um eufemismo, em relação aos espanhóis)



(não parece, mas é um autocarro urbano, um dos muitos milhares que percorre as ruas de Lima em todas as direcções, com percurso mais ou menos fixo, um condutor que se concentra exclusivamente em conduzir - o que é, asseguro, absolutamente necessário para que exista um grau muito mínimo de segurança - e um cobrador que funciona como angariador de passageiros, saindo em cada paragem para gritar aos que estiverem na "paragem" (conceito muito abrangente, que tanto pode ser uma esquina como um sítio qualquer na auto-estrada onde o autocarro, sem mais nem menos, pára); todos os autocarros e a maior parte dos táxis gosta de colocar inscrições no vidro da frente ou na parte de trás do veículo; no caso deste, diz  "Todos me admiran", mas também podia ser "Señora de la (qualquer coisa), guíame con tu luz" ou "Marlene te quiero para siempre")



(à atenção da TMN/Optimus e da Vodafone: o conceito de cabine telefónica levado a um novo paradigma; é um homem-cabine móvel, uma pessoa que se veste com aquele fato e anda a correr no meio da rua - e eu a correr atrás dele para tirar a foto - a propor às pessoas telefonar a preços baratos (os meus amigos usaram e foi a chamada mais barata que fizeram em toda a viagem), para o que empresta aos clientes um telemóvel de onde elas ligam para onde quiserem; mais uma ideia colorida, tipicamente peruana, mas nem por isso menos brilhante)
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um discurso de Abraracourcix às 09:51
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Segunda-feira, 6 de Novembro de 2006

Impressões de viagem - política à peruana

O regresso à realidade, depois de 15 dias completamente out of touch, está a ser mais difícil que o expectável... por isso também o atraso na publicação do que já tinha projectado: algumas notas de viagem sobre aspectos, digamos, interessantes, da sociedade peruana. Para começar, a política...
À chegada, admito, pouco sabia da actualidade política do Peru, excepto as notícias relacionadas com o affaire Fujimori e que o presidente se chama Alan García, que é conservador e que tinha derrotado nas eleições um candidato "indigenista", Ollanta Humala, consagrando uma cisão entre o litoral e as maiores cidades, que apostaram em García, e as zonas montanhosas e de selva - onde como constatei durante a viagem o "espírito inca" se mantém mais vivo - que preferiram Humala. Fiquei no entanto a saber de imediato que vai haver proximamente (não percebi se já em Novembro ou só em 2007, pois vi as duas datas escritas) eleições regionais e locais.Soube-o de imediato porque é impossível escapar à omnipresente propaganda eleitoral. Parcas em fundos (presumo ser esse o motivo), as campanhas tornam-se inventivas, e aproveitam qualquer muro, qualquer pedra para pintar cartazes eleitorais. Sim, pintar: no Peru as mensagens eleitorais são pintadas sobre as paredes das próprias casas, sobre muros, até em rochas no meio do nada, em plena montanha... E não são cartazes quaisquer: fiéis ao carácter "colorido" que sempre achamos indissociável do carácter latino-americano, as mensagens eleitorais são também elas coloridas (enfim, para os nossos padrões), onde em vez de símbolos partidários se escolhem outros mais simples e facilmente memorizáveis por uma população regra geral pouco instruída. Assim, em vez de rosas, punhos, setas fálicas, os partidos e candidatos peruanos identificam-se com um cavalo, uma vassoura (para varrer a corrupção suponho), um tacho (símbolo latino-americano de contestação - os célebres cacerolazos - será talvez o equivalente peruano do BE), uma espiga de milho, uma batata, um lama... Enfim, o único limite parece ser a imaginação dos políticos peruanos. Vejam estas pérolas, que nem sequer são os exemplares mais requintados:


(aqui: candidato promete varrer a corrupção)



(comício em Puno, pequena cidade nas margens do Lago Titikaka - e não "Titicaca", parece que "caca" em espanhol quer dizer o mesmo que em português; o facto de se desenrolar em frente a uma igreja não é coincidência: a mistura entre política e religião, pelo menos para efeitos de campanha, é total, e tudo vale para ganhar votos, incluindo invocar a Nossa Senhora disto e daquilo, conforme a terrinha em que se esteja)


               
(o "candidato do cavalo")                                                       (o "candidato do tacho")



(o candidato MAS/mais; socialismo à moda andina)



("o povo unido jamais será vencido"; também é mote de campanha no Peru...)


Também me cruzei várias vezes, e nos sítios mais inesperados, numa pequena ilha - mil e tal habitantes - do lago Titikaka, por exemplo, com "arruadas", que no contexto local são mais "apedradas" (ou seja, andar pelo meio das pedras), porque ruas fora das grandes cidades não há, e se houver caminhos de pedras já é muito bom...
Para concluir, tornou-se-me óbvio que o populismo grassa no Peru, à direita, à esquerda, em todo o espectro político, fiel também ele áquilo que conotamos com a política daquela região, sempre reféns de líderes populistas, ora de esquerda, ora de direita.
Seja como for, o tempo das ditaduras parece afastar-se, e a democracia, pelo menos no Peru, e tendo em conta o nível cultural geral do país, está razoavelmente madura. Uma democracia sui generis, claro, e que teve ao menos a virtude de me fazer e aos amigos com quem viajei algumas gargalhadas bem humoradas. Sic transit gloria peruani...
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Abraracourcix o chefe falou sobre: ,
um discurso de Abraracourcix às 10:53
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Segunda-feira, 11 de Setembro de 2006

O bailinho da Madeira - impressões avulsas do Jardim do sr. malcriado

Antes de mais importa dizer que, como muito boa gente (a maior parte das quais, desconfio agora, nunca lá foi), tinha preconceitos contra a Madeira. Para mim, ela só era conhecida praticamente por maus motivos: o offshore, o (antigamente, penso que actualmente já não) turismo sexual, o sr. malcriado e o ultra-catolicismo . Sabia que era uma ilha naturalmente bonita, conhecida por "pérola do Atlântico", mas sempre julguei que os seus atributos não eram suficientes para o muito que se gasta a lá ir e para suplantar os defeitos.
Por isso, fui muito agradavelmente surpreendido. A ilha é linda de morrer, em dois dias consegui ver a maior parte dos pontos imperdíveis, mas muito ficou por ver, sobretudo, dizem-me, os sítios que só os locais conhecem e que são mais lindos ainda que os outros. Vou ver se aqui coloco algumas das fotos que tirei, depois de ver que tal ficaram. Seja como for, aconselho vivamente todos os que nunca foram à Madeira a porem de lado os preconceitos, em caso disso, e a visitarem-na assim que possível. Não é concebível termos um sítio destes no nosso país, por longe que seja, e não o conhecermos.
Aqui compete-me dizer que não sou apologista de posts que versem sobre a minha vida pessoal. Quebrei a regra com o presente post para partilhar algumas impressões avulsas:

1. O Funchal é uma cidade linda, sobretudo vista de cima, das íngremes colinas que a rodeiam por quase todos os lados - por exemplo, vista do quarto do meu hotel, era de perder a respiração... É uma cidade linda, dizia, mas completamente caótica. Andar de carro é uma aventura, em primeiro lugar pelas ruas sinuosas, estreitas e de inclinação impossível do centro, mas sobretudo pelas escassas indicações e regras de sinalização das estrada muito próprias, o que, juntamente com os muitos sentidos obrigatórios, túneis ("furados" na língua autóctone) e ruas justapostas (do tipo, uma por baixo do túnel, outra por cima) em que muitas vezes passamos no mesmo sítio mas a alturas diferentes sem disso nos apercebermos, faz com que nos percamos, dando 30 voltas ao mesmo quarteirão para finalmente chegar ao sítio pretendido... Um pesadelo onde só falta mesmo um minotauro !...

2. Tenho o hábito de, em jeito de coleccionador, comprar sempre um jornal dos países para onde vou. Munido desse espírito, não podia deixar de comprar um jornal madeirense... O único que encontrei (admito que haja mais) foi um semanário chamado "Notícias da Madeira", que para semanário era bastante fino e continha muito poucas notícias. Chamou-me a atenção no entanto o tom muito mais acrítico do que os jornais continentais, embora saiba que os jornais locais, ou das terrinhas, tendam a ser muito mais "folha de alface", menos engagés . A notícia mais importante era de suposto comentário (não apresentava uma única reflexão significativa) a declarações do sr . Jardim de que queria transformar a Madeira na Singapura do Atlântico. Não querendo tirar conclusões precipitadas, até li o artigo, tentando compreender em que consistiria ser a Singapura do Atlântico, mas confesso que não descobri... Para além disto, quase todo o jornal era a falar da obra de vários presidentes de câmara - enfim, aquilo era o que verdadeiramente se chama um pasquim.

3. O padre que celebrou o casamento a que fui no Funchal confirmou as minhas piores suspeitas acerca do espírito beato de quase todos os madeirenses . Para começar, a própria noiva, sendo uma pessoa nova, desempoeirada e de espírito razoavelmente aberto, chamava-o de sr . padre", um fórmula respeitosa que eu pensava que já não se utilizava nos nossos dias (tenho mais amigos católicos que o poderão confirmar). E o dito sr . padre" era tão velho, falava de forma tão arrastada, que eu só queria que ele aguentasse até ao fim do casamento - ao menos que os noivos saíssem casados... Mas a parte pior foi na missa propriamente dita. Sou tudo menos entendido no rito católico, mas há uma parte em que o padre pede aos presentes que sigam uma qualquer passagem que ele vai ler em que é suposto todos se ajoelharem. Nas várias missas a que já fui (em casamentos quase todas) isso nunca aconteceu, e os meus amigos mais uma vez confirmam que, nos dias que correm, as pessoas se limitam a ficar em pé de cabeça baixa, ou nem isso. Pois bem, naquela missa toda a gente se ajoelhou mesmo... Eu e a minha mulher ficámos em pé, olhando um para o outro com ar de quem estava numa cena surreal, quase a antecipar a expulsão da igreja, uma multidão em fúria a perseguir-nos... em pânico, olhámos em volta à procura de mais alguém que não estivesse de joelhos - durante vários minutos, só nós e uma senhora estávamos em pé, mas era para nós que o padre dirigia olhares fulminantes, a tal ponto que, mesmo antes de se sair da igreja, o padre rematou a missa dizendo enquanto nos varava com o olhar "rezou quem quis"... e ficou tudo dito.

4. No copo de água, uma conversa que o pai da noiva teve comigo diz muito da mentalidade ainda dominante. Dizia o senhor que Alberto João Jardim é muitas vezes malcriado, passa o limite, mas que na maior parte das coisas "até tem razão"...  E eu lembrei-me que, há cerca de 40 anos, Jardim lutou para derrubar um outro ditador do qual se diziam coisas não muito diferentes disto... É isto o pensamento de um madeirense. Esquecem-se dos danos que o simples facto de o sr . Jardim lá estar e dizer o que diz causa à imagem que as pessoas no continente  (eu incluído) têm da Madeira... Danos que fazem com que muitas pessoas detestem a Madeira, ignorando, ou escolhendo ignorar, que a Madeira é um sítio lindo de morrer. Do melhor que existe em Portugal.
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   "Entre os Dois Palácios", Naguib Mahfouz

O chefe tem ouvido:
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